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Estudo aponta: estas mudanças na dieta reduzem a idade biológica de idosos

As recomendações alimentares, segundo pesquisadores, ajudou a preservar o organismo e a combater o envelhecimento em apenas quatro semanas

14 mai 2026 - 11h21
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Pesquisadores da Universidade de Sydney descobriram que uma dieta baseada na redução no consumo diário de gorduras e de proteínas de origem animal pode favorecer a saúde e até diminuir a idade biológica de idosos, promovendo longevidade. Diferente da idade cronológica, esse indicador aponta o estado de envelhecimento real das células e órgãos.

A dieta, segundo pesquisadores, ajudou a preservar o organismo e a combater o envelhecimento em apenas quatro semanas
A dieta, segundo pesquisadores, ajudou a preservar o organismo e a combater o envelhecimento em apenas quatro semanas
Foto: Canva Equipes/Africa images / Bons Fluidos

Dieta ideal para longevos

O estudo, publicado na revista científica Aging Cell, buscou analisar quatro dietas diferentes. Duas delas eram onívoras, com 50% de proteína animal e 50% vegetal. Já as duas restantes consistiam em 70% de nutrientes vegetais, sendo classificadas como semivegetarianas. Desse regime, no entanto, uma priorizava a gordura, e a outra, o carboidrato.

Para avaliá-las, os cientistas utilizaram dados de voluntários saudáveis, com idade entre 65 e 75 anos, disponíveis no levantamento Nutrition for Healthy Living. Os participantes realizaram as mudanças no cardápio e as seguiram por quatro semanas. No período, foram analisados 20 biomarcadores responsáveis por revelar a saúde física e a idade biológica — entre eles, os níveis de colesterol.

Dessa forma, identificou-se que a dieta composta por 50% de proteína animal, rica em carboidratos e com pouca gordura, foi a que mais beneficiou o corpo e combateu o envelhecimento. De acordo com os especialistas, embora ainda não haja comprovação de que o regime altere o risco de doenças, os resultados apontam o cardápio como uma forma poderosa de preservar o organismo e garantir longevidade.

"É cedo demais para dizer definitivamente que mudanças específicas na dieta vão prolongar a vida. Mas esta pesquisa oferece uma indicação inicial dos possíveis benefícios de ajustes alimentares mais tarde na vida. Pesquisas futuras devem explorar se essas descobertas se estendem a outros grupos e se os efeitos se sustentam a longo prazo", ressaltou uma das pesquisadoras da Escola de Ciências da Vida e Ambientais da Universidade de Sydney, Caitlin Andrews, em comunicado.

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