Script = https://s1.trrsf.com/update-1789154714/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Oferecimento Logo do patrocinador
Publicidade

Equipes de resgate correm contra o tempo para libertar uma baleia-anã de 5,5 metros encontrada gravemente enroscada em cordas perto de Cape Cod, após arrastar equipamentos por 64 quilômetros

Baleia-anã de 5,5 metros percorre mais de 64 quilômetros presa a cordas e boias. Equipes conseguem retirar quase todo o equipamento, mas ferimentos preocupam.

18 set 2026 - 17h24
(atualizado às 17h30)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Uma baleia-anã de 5,5 metros foi resgatada em Cape Cod, nos EUA, após nadar 64 km presa a cordas e boias de pesca que envolviam seu corpo e boca, impedindo sua alimentação. Localizada por apoio aéreo, a equipe do Center for Coastal Studies cortou quase todo o material à distância para evitar riscos. Embora tenha voltado a nadar normalmente, parte da linha permaneceu incrustada na nadadeira para evitar hemorragias, deixando o animal livre da carga pesada, mas com estado de saúde ainda delicado.

Uma jovem baleia-anã de aproximadamente 5,5 metros de comprimento passou dias nadando com cordas e boias de equipamentos de pesca presas ao corpo perto de Cape Cod, em Massachusetts, nos Estados Unidos. O animal foi visto pela primeira vez em 6 de setembro e, quando voltou a ser localizado dois dias depois, já havia percorrido mais de 40 milhas, cerca de 64 quilômetros, ainda carregando o equipamento. Equipes especializadas conseguiram retirar quase todas as cordas, mas o estado da baleia continuou preocupante por causa dos ferimentos.

A equipe utilizou uma faca em formato de gancho instalada na ponta de uma haste longa.
A equipe utilizou uma faca em formato de gancho instalada na ponta de uma haste longa.
Foto: Imagem gerada por inteligência artificial / Catraca Livre

O primeiro alerta veio de pescadores recreativos

A baleia foi avistada pouco antes do pôr do sol em Cape Cod Bay por pescadores que perceberam que ela carregava cordas e boias enquanto nadava. O caso foi comunicado ao Marine Animal Entanglement Response, programa do Center for Coastal Studies especializado em resgates desse tipo.

Na manhã seguinte, a equipe saiu em busca do animal nas áreas de Provincetown e Truro, mas não conseguiu encontrá-lo. Para os socorristas, isso criava um problema sério: uma baleia em movimento pode percorrer dezenas de quilômetros rapidamente e desaparecer em uma enorme área de oceano.

Uma equipe aérea encontrou a baleia mais de 64 quilômetros adiante

Em 8 de setembro, uma equipe de levantamento aéreo do Northeast Fisheries Science Center localizou novamente a baleia perto de Nauset Inlet, em Eastham. Ela havia viajado mais de 40 milhas desde o primeiro avistamento, ainda presa ao equipamento de pesca.

Scott Landry, diretor do programa de resposta a enroscamentos, destacou que é incomum conseguir reencontrar uma baleia-anã que continua nadando depois do primeiro registro. A aeronave permaneceu sobre o animal enquanto a equipe no barco se aproximava.

As cordas passavam pela boca e davam várias voltas no corpo

Quando os socorristas finalmente conseguiram avaliar a situação de perto, encontraram um quadro grave. Uma corda pesada passava pela boca da baleia e estava enrolada diversas vezes ao redor do corpo, enquanto boias e outros componentes continuavam sendo arrastados pela água.

A configuração era particularmente perigosa porque a linha presa à boca provavelmente dificultava ou impedia a alimentação. Quanto mais tempo um animal permanece nessa situação, maiores são os riscos de exaustão, ferimentos profundos e perda de condição corporal.

O corte precisou ser feito à distância e em pontos específicos

A equipe utilizou uma faca em formato de gancho instalada na ponta de uma haste longa. Esse tipo de equipamento permite cortar as cordas sem que os socorristas precisem entrar na água ou chegar perigosamente perto de um animal grande e estressado.

  • as cordas foram avaliadas antes de cada corte;
  • o equipamento pesado foi retirado gradualmente;
  • a equipe evitou puxar linhas profundamente presas à pele;
  • o comportamento da baleia foi acompanhado durante toda a operação.

Uma parte da linha precisou permanecer presa à nadadeira

Os socorristas conseguiram retirar a maior parte do emaranhado, mas tomaram uma decisão delicada ao encontrar uma linha profundamente incrustada na região da nadadeira esquerda. Em vez de forçar sua retirada, decidiram deixá-la no local.

Segundo o Center for Coastal Studies, cortar ou puxar aquele trecho poderia provocar sangramento excessivo. A prioridade passou a ser liberar o restante do corpo sem transformar o próprio resgate em um risco adicional para o animal.

A baleia voltou a nadar normalmente depois do resgate

Após a retirada da maior parte das cordas e boias, a baleia retomou um padrão de natação considerado normal pelos socorristas. Isso foi visto como um sinal encorajador depois de vários dias arrastando equipamentos pesados.

Mesmo assim, a equipe deixou claro que o prognóstico continuava ruim. Os ferimentos eram importantes, uma linha permanecia profundamente presa e a posição da corda na boca pode ter impedido o animal de se alimentar durante parte do período em que esteve enroscado.

A equipe utilizou uma faca em formato de gancho instalada na ponta de uma haste longa.
A equipe utilizou uma faca em formato de gancho instalada na ponta de uma haste longa.
Foto: Imagem gerada por inteligência artificial / Catraca Livre

Os mais de 64 quilômetros mostram o tamanho da dificuldade do resgate

O deslocamento da baleia ajuda a entender por que reencontrá-la foi considerado uma oportunidade rara. Entre o primeiro e o segundo avistamento, o animal atravessou uma grande extensão do litoral de Cape Cod enquanto continuava carregando boias e cordas.

Isso também mostra por que relatos feitos rapidamente por pescadores e navegadores são tão importantes. O primeiro aviso permitiu que as equipes soubessem que havia um animal em perigo, e o levantamento aéreo foi decisivo para dar uma segunda chance de intervenção.

Enroscamentos continuam sendo uma ameaça para grandes animais marinhos

O Center for Coastal Studies trabalha com esse tipo de ocorrência desde 1984 e já libertou mais de 200 grandes animais marinhos de equipamentos e cordas. Os próprios socorristas alertam que pessoas sem treinamento não devem tentar cortar ou retirar o material por conta própria.

O caso terminou com a baleia nadando livre da maior parte do equipamento, mas não com uma garantia de recuperação. Depois de percorrer mais de 64 quilômetros presa a cordas e boias, ela conseguiu escapar da parte mais pesada do emaranhado graças à combinação entre o primeiro alerta dos pescadores, a localização feita pelo avião e o trabalho especializado da equipe no mar. O restante dependerá de como seu corpo responderá aos ferimentos deixados pelo enroscamento.

Catraca Livre
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra