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Entre a amizade e o amor: por que interpretamos mal os sinais

24 mar 2026 - 16h31
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Estudo revela que gêneros interpretam situações de maneiras muito diferentes. Isso leva a mal-entendidos, e à infame "zona da amizade". Meninos tendem a superestimar, e as meninas, a subestimar interesse do sexo oposto.Você já ficou na chamada zona da amizade? Ou já colocou alguém nessa posição? O termo cuja origem está na expressão em inglês friend zone se refere ao espaço desconfortável onde duas pessoas passam tempo juntas, mas apenas uma delas secretamente espera algo romântico - e acaba se deparando com um doloroso "Mas nós somos apenas amigos".

Entender como as pessoas enviam e percebem sinais românticos pode tornar o namoro menos confuso, diz especialista
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Foto: DW / Deutsche Welle

Aquilo que a cultura pop já vem abordando há anos chegou também à comunidade científica, que começou a investigar por que essas interpretações equivocadas acontecem; e por que elas afetam alguns gêneros com mais frequência do que outros. Um novo estudo realizado na Noruega oferece respostas.

Meninos superestimam, meninas subestimam

O psicólogo Marius Stavang e uma equipe de pesquisa da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia (NTNU) entrevistaram cerca de 1,3 mil jovens de 16 a 19 anos. O objetivo era descobrir quão cedo os conhecidos vieses perceptivos - a superestimação e a subestimação da sexualidade - se desenvolvem na adolescência.

O resultado é claro: os meninos superestimam sistematicamente o interesse das meninas por eles. As meninas, por outro lado, subestimam o interesse dos meninos por elas.

Os pesquisadores descobriram que essas percepções equivocadas não aparecem apenas na idade adulta, mas se desenvolvem gradualmente durante a puberdade. A transição da amizade infantil para um possível romance é um momento sensível; e é justamente aí que começam os mal-entendidos.

Interesse feminino: um recurso escasso

A ideia subjacente vem da chamada "teoria da gestão de erros". Para os meninos, o interesse feminino é menos frequente, um recurso escasso, por assim dizer. "Portanto, para elas, é mais seguro superinterpretar sinais românticos do que perder uma oportunidade", explica Stavang.

"As meninas, no entanto, experimentam interesse romântico por parte dos meninos com mais frequência e precisam escolher quem combina melhor com elas", diz o psicólogo. Consequentemente, elas desenvolvem estratégias para desviar delicadamente as investidas inapropriadas.

Mesmo na adolescência, muitas delas começam a demonstrar interesse romântico apenas com cautela, por medo da rejeição ou de se envergonharem. Esses sinais cautelosos, muitas vezes sutis, tornam particularmente difícil discernir as intenções com clareza.

Isso cria uma dinâmica na qual os meninos interpretam rapidamente a proximidade como um sinal romântico, enquanto as meninas entendem a mesma situação como puramente platônica.

Como evitar mal-entendidos

Para evitar mal-entendidos desde o início, Marius Stavang considera que ambos os lados são responsáveis. "Os homens devem ser um pouco mais cautelosos. Só porque ela passa tempo com você não significa que ela queira algo mais", diz. Mas as mulheres também devem ter em mente que "se um rapaz quer passar muito tempo a sós com você, isso pode ser um sinal de que há algo mais do que amizade."

Se vocês já são próximos, a comunicação aberta costuma ser melhor do que uma investida repentina.

"As pessoas têm pavor de revelar seus sentimentos, provavelmente por medo da rejeição ou constrangimento", diz Stavang. Ninguém quer ter uma "zona da amizade" no currículo social.

Ele próprio já esteve na "zona da amizade". No entanto, devido à falta de autoconfiança, geralmente subestimava o interesse de alguém por ele - um padrão que, segundo o estudo, é bastante atípico para os rapazes.

A pesquisa o ajuda pessoalmente? Um pouco, ele diz. Entender como as pessoas enviam e percebem sinais românticos pode tornar o namoro menos confuso. Definitivamente, existem indicadores reconhecíveis de interesse romântico. Basta saber o que procurar, como toques sutis, interesse na conversa, contato visual atento ou linguagem corporal aberta.

Seu conselho final é simples: "não seja tão exigente." É exatamente sobre isso que trata seu estudo mais recente, no qual ele avalia como critérios rigorosos na seleção de parceiros estão relacionados à solteirice prolongada.

Deutsche Welle A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.
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