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Encontro de almas: idosa de 90 anos adota cachorrinha cega e vínculo é imediato

Aos 90 anos, Donna James buscava um cachorro de colo e encontrou em Mocha, uma chihuahua cega, a companhia perfeita

2 set 2026 - 18h13
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Resumo
Donna James, uma idosa de 90 anos que usa cadeira de rodas, adotou Mocha, uma chihuahua cega acolhida pelo abrigo Pawportunities, no Missouri. A cadela, que busca segurança no contato físico após perder a visão, encaixou-se no desejo de Donna por uma companhia calma para o colo. A conexão foi imediata, e a família multigeracional da idosa garantiu suporte contínuo nos cuidados do animal, mostrando a relevância de alinhar a personalidade do pet ao perfil do tutor para uma adoção bem-sucedida.

Às vezes, um encontro parece acontecer no momento exato para duas vidas. Foi assim com Donna James, de 90 anos, e Mocha, uma pequena chihuahua cega que aguardava por uma família no Missouri, nos Estados Unidos. De um lado, uma idosa queria um cachorro tranquilo para lhe fazer companhia e passar horas em seu colo. Do outro, uma cadelinha que, após perder a visão, encontrou no contato físico uma de suas principais fontes de segurança.

Idosa de 90 anos adota chihuahua cega que buscava carinho e segurança; encontro entre Donna e Mocha emocionou a família e o abrigo
Idosa de 90 anos adota chihuahua cega que buscava carinho e segurança; encontro entre Donna e Mocha emocionou a família e o abrigo
Foto: Reprodução/Instagram / Bons Fluidos

Quando Mocha foi colocada nos braços de Donna pela primeira vez, a conexão pareceu imediata. A cachorrinha se acomodou no colo da nova tutora, recolheu as patas e relaxou enquanto recebia carinho. Pouco depois, já parecia prestes a dormir.

Donna, sentada em sua cadeira de rodas, também não escondeu a felicidade. Aproximou a pequena do rosto, beijou sua cabeça e conversou carinhosamente com ela. A cena, registrada pela organização de resgate animal Pawportunities, emocionou tanto os familiares quanto os voluntários que acompanharam o encontro. Mas a história das duas começou antes daquele primeiro colo.

Aos 90 anos, Donna queria uma companhia para os momentos tranquilos

Donna mora com o marido na casa da filha, onde também vive seu neto, na faixa dos 50 anos. A família já tinha um gato, mas a idosa sentia vontade de ter um animal que pudesse permanecer próximo dela durante boa parte do dia. Foi então que perguntou à filha sobre a possibilidade de adotar um cachorro de colo.

Donna não estava preocupada com raça ou aparência. Sua prioridade era encontrar um cão pequeno, carinhoso e que realmente gostasse de passar bastante tempo sobre suas pernas enquanto ela estivesse na cadeira de rodas.

A filha decidiu ajudá-la e entrou em contato com a Pawportunities, organização localizada em Blue Springs, no Missouri. Inicialmente, a conversa era sobre outro animal. Na mesma época, porém, o abrigo procurava um lar temporário para Mocha. Ao conhecer melhor o tipo de companhia que Donna desejava, a equipe percebeu que a chihuahua poderia ser exatamente o que a família procurava.

Mocha também procurava um colo para chamar de seu

Mocha não foi cega durante toda a vida. De acordo com a organização, a cachorrinha perdeu a visão repentinamente e, depois disso, passou a buscar ainda mais proximidade com as pessoas. "Como resultado, ela é a própria definição de um cão de colo. Ela quer estar no colo de alguém o tempo todo", explicou a Pawportunities.

Aquilo que poderia não combinar com a rotina de determinados tutores era justamente a característica que Donna mais queria encontrar em um pet. A equipe, então, decidiu apresentar as duas. Bastaram os primeiros minutos para que a sintonia ficasse evidente. 

Enquanto Donna fazia carinho em Mocha, a pequena permanecia tranquila e confortável em seus braços. "Não é tão fofo? Estou tão grata", comemorou a filha da idosa ao acompanhar a aproximação. Para ela, Mocha era "exatamente o que elas queriam".

Adoção também levou em consideração o futuro de Mocha

Apesar da conexão imediata, a Pawportunities tomou alguns cuidados antes de concluir o processo. Como Donna tem 90 anos, a equipe quis ter certeza de que a cachorrinha continuaria recebendo assistência caso alguma mudança na saúde da idosa impedisse que ela cuidasse do animal.

A estrutura familiar ajudou nessa decisão. Como diferentes gerações vivem sob o mesmo teto, os parentes se comprometeram a participar dos cuidados e assumir a responsabilidade por Mocha sempre que necessário. "A filha e eu discutimos sobre não querer que Mocha ficasse excessivamente apegada à nova mamãe caso ela enfrente algum problema de saúde", explicou Carrie Siems, diretora-executiva da organização.

Por isso, a família também planejou uma rotina para que a cachorrinha criasse vínculos com os outros moradores da casa. Além de ficar bastante tempo com Donna, Mocha terá momentos individuais com os demais familiares. A filha, por exemplo, pretende levá-la em suas saídas diárias para buscar café. 

A ideia é preservar a relação especial entre Donna e sua nova companheira sem fazer com que a cadelinha dependa emocionalmente de apenas uma pessoa.

Mais do que aparência, personalidade importa na adoção

A história também chama atenção para um aspecto importante na hora de escolher um animal de estimação: tamanho ou raça não são suficientes para saber se um pet será adequado à rotina de uma família.

Carrie Siems ressaltou que nem todo cachorro pequeno, por exemplo, necessariamente gosta de passar horas no colo. Cada animal tem comportamento, preferências e necessidades próprias.

Por isso, conhecer a personalidade do pet e avaliar se ela combina com o estilo de vida do futuro tutor pode contribuir para uma adaptação mais tranquila - especialmente quando se trata de animais com necessidades específicas, como Mocha.

Carrie também destacou a importância da estrutura encontrada pela chihuahua em seu novo lar. "Acho que essa família em particular é muito especial por ser um lar multigeracional amoroso e que apoia uns aos outros", afirmou.

No encontro entre Donna e Mocha, as necessidades das duas acabaram se complementando de maneira especial. Aos 90 anos, Donna encontrou a companhia tranquila que desejava para seus dias. E Mocha, que passou a procurar ainda mais o contato humano depois de perder a visão, ganhou não apenas um colo onde pode descansar, mas uma família inteira preparada para cuidar dela.

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Um post compartilhado por Pawportunities (@pawportunities_rescue)

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