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Eclipse do século: veja quando acontece e o que esperar do fenômeno

O fenômeno astronômico poderá transformar o dia em noite por alguns minutos e será acompanhado em diferentes partes do mundo

19 ago 2026 - 14h40
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O "eclipse do século", como vem sendo chamado por especialistas, já tem data marcada. Em 2 de agosto de 2027, um eclipse solar total vai atravessar partes da Europa, do Norte da África e do Oriente Médio. O fenômeno chama a atenção principalmente pela duração: no ponto máximo, a Lua esconderá completamente o Sol por 6 minutos e 23 segundos.

O eclipse solar poderá transformar o dia em noite por alguns minutos e será acompanhado em diferentes partes do mundo
O eclipse solar poderá transformar o dia em noite por alguns minutos e será acompanhado em diferentes partes do mundo
Foto: kdshutterman/Getty Images / Bons Fluidos

Essa será a maior duração de um eclipse solar total observável em uma área terrestre facilmente acessível até 2114, segundo a NASA. Para comparação, o evento astronômico de 12 de agosto de 2026 teve duração máxima de cerca de 2 minutos e 18 segundos

Por que o eclipse será tão longo?

Um eclipse solar total acontece quando a Lua passa entre a Terra e o Sol e bloqueia da estrela por alguns instantes. A duração dessa fase depende da posição dos três corpos celestes e da região da Terra que recebe a sombra lunar. Em 2027, a faixa de totalidade atravessará uma extensa região, passando por países como Espanha, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Arábia Saudita, Iêmen e Somália.

De acordo com especialsita, Luxor, no Egito, estará em uma das posições mais privilegiadas para observar o fenômeno. A cidade, conhecida pelo patrimônio arqueológico da antiga Tebas, terá a totalidade de aproximadamente seis minutos e 23 segundos.

O que acontece durante a totalidade?

Quando a Lua cobre completamente o Sol, o céu escurece mesmo durante o dia. A queda repentina de luminosidade também pode provocar uma redução da temperatura e alterar temporariamente o comportamento de alguns animais.

Para quem estiver na faixa de totalidade, outro espetáculo aparece no céu: a coroa solar, formada pela camada externa da atmosfera do Sol e normalmente escondida pelo intenso brilho da estrela. O astrofísico Roger Davies, professor da Universidade de Oxford, destacou á 'CNN',  a expectativa em relação ao fenômeno: "Seis minutos e 23 segundos é muito tempo. Seus olhos vão se adaptar à escuridão."

Além disso, a duração prolongada pode favorecer a observação de outros corpos celestes. "Normalmente, vemos apenas alguns planetas e as duas estrelas mais brilhantes. Espero que possamos ver muito mais", afirmou o especialista.

O fenômeno começará de forma parcial. Em Luxor, essa primeira fase deve ter início por volta das 11h40, no horário local. A totalidade ocorrerá pouco depois das 13h, atingindo o pico às 13h05. No Brasil, o evento poderá ser visto apenas no Rio Grande do Norte, entre 5h12 e 5h38 (horário de Brasília).

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