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Desempenho físico pode reduzir em até 25% no calor; veja como manter os hábitos saudáveis

Altas temperaturas reduzem o rendimento físico e exigem ajustes na hidratação, no horário e na intensidade do treino

13 jan 2026 - 20h09
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Mesmo com disciplina e motivação em dia, é comum perceber que o corpo responde de forma diferente quando o treino acontece sob altas temperaturas. O cansaço aparece mais cedo, o fôlego diminui e cargas que antes pareciam confortáveis passam a pesar. Essa mudança não indica falta de preparo físico, mas uma reação natural do organismo ao calor.

Entenda por que o desempenho cai no calor e veja como adaptar o treino, hidratar
Entenda por que o desempenho cai no calor e veja como adaptar o treino, hidratar
Foto: se melhor e evitar riscos à saúde durante o verão - Reprodução: Canva/galitskaya / Bons Fluidos

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, o desempenho físico pode cair em até 25% em dias muito quentes. Isso acontece porque, além de sustentar o movimento muscular, o corpo precisa lidar com um desafio extra: evitar o superaquecimento.

O que acontece dentro do corpo quando a temperatura sobe

Durante a atividade física, os músculos produzem calor como resultado do gasto energético. Em ambientes amenos, o organismo consegue dissipar esse calor com relativa facilidade. No verão, porém, o cenário muda. O ambiente já está quente - e, muitas vezes, úmido - o que dificulta a troca de calor com o exterior.

Segundo Zair Cândido, há uma espécie de disputa interna. "O corpo passa a trabalhar mais para dar conta do exercício e do calor ao mesmo tempo, visando manter o equilíbrio térmico e preservar as funções metabólicas", explica, em entrevista ao Sport Life. Para isso, o fluxo sanguíneo precisa atender dois destinos ao mesmo tempo: os músculos, que mantêm o movimento, e a pele, responsável pelo resfriamento via suor.

O resultado dessa sobrecarga é menos energia disponível para a contração muscular. Como mecanismo de proteção, o cérebro antecipa a sensação de fadiga e reduz o rendimento para evitar danos maiores.

Quando o calor afeta o coração e os rins

O impacto do calor vai além da queda de performance. Com a perda contínua de líquidos pelo suor, o sangue tende a ficar mais concentrado. Isso faz com que o coração trabalhe mais para bombear o volume necessário, elevando a frequência cardíaca e a pressão arterial, mesmo em treinos leves.

Além disso, os rins (responsáveis pela filtragem do sangue) dependem de boa hidratação para funcionar corretamente. Treinar no calor sem reposição adequada de líquidos pode sobrecarregar esses órgãos e aumentar o risco de complicações agudas.

Eletrólitos: a energia que escorre com o suor

Em dias muito quentes, a perda de líquidos pode ultrapassar um litro por hora em atividades intensas. Junto com a água, o corpo elimina sais minerais essenciais, como sódio e potássio. "Sem água e eletrólitos suficientes, a eficiência metabólica para a produção de energia fica comprometida", alerta Zair. Esse desequilíbrio favorece o surgimento de câimbras, tontura, queda de pressão e sensação de fraqueza repentina - sinais claros de que o corpo está no limite.

Atenção aos sinais de alerta

Náuseas, dor de cabeça, visão turva, confusão mental e pele fria ou pegajosa indicam que o sistema de termorregulação está falhando. Esses sintomas podem evoluir para exaustão térmica ou insolação, quadros que exigem atendimento médico imediato. Respeitar a redução natural de desempenho em dias quentes não é falta de força de vontade - é uma estratégia inteligente de preservação da saúde.

Como treinar com mais segurança no verão

O cuidado começa antes do treino. Entre as principais recomendações, estão:

  • Hidratar-se antes, durante e após o exercício, dando preferência a líquidos que também contenham eletrólitos;
  • Escolher horários mais frescos, como início da manhã ou fim da tarde;
  • Reduzir a intensidade do treino entre 20% e 30% em dias muito quentes;
  • Usar roupas leves, claras e respiráveis, além de protetor solar, bonés e óculos;
  • Optar por refeições leves, ricas em frutas, vegetais e alimentos com alto teor de água.

Ouvir o corpo também é treino

Com ondas de calor cada vez mais frequentes no Brasil, adaptar a rotina de exercícios se tornou uma questão de saúde. Em dias extremos, adiar ou modificar o treino pode ser a decisão mais sensata. Não se trata de desistir, mas de entender que o corpo muda conforme o ambiente - e responder a isso com consciência é parte fundamental de uma vida ativa, segura e sustentável.

Bons Fluidos
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