Conheça a história do vinho brasileiro e confira opções
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Segundo registros históricos, as primeiras videiras chegaram com exploradores portugueses, mas a planta não se adaptou às condições do país
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O primeiro vinho foi produzido em solo nacional em 1551, por um membro da expedição de Martim Afonso de Souza, chamado Brás Cubas. Mas suas plantações não duram muito
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No século 17, os jesuítas disseminaram a cultura do vinho já que a bebida faz parte dos rituais da igreja católica. Imigrantes de outros países também trouxeram vinhos, como os portugueses
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Um produtor de vinhos na região de Rio Pardo, no Rio Grande do Sul, ganha a primeira carta-patente para a produção da bebida o país, concedida pela Junta do Comércio do Rio de Janeiro, em 1835
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Novos tipos de uvas chegam ao país com imigrantes alemães no século 19
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O primeiro registro de produção de vinho no Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul, data de 1881
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Algumas das principais empresas do ramo do país já completaram um século de vida e começaram no ramo com a chegada de imigrantes italianos ao Brasil, principalmente na região sul, a mais importante na produção da bebida
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A Salton, por exemplo, começou a produzir vinhos com mudas trazidas pela família da terra natal. No começo, a atividade não estava nos planos dos imigrantes, instalados na Colônia Dona Isabel desde 1878
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Em 1910, Paulo e seus irmãos, Ângelo, João, José, Cezar, Luiz e Antônio Salton fundaram uma sociedade com o nome de "Paulo Salton Armazéns Gerais" atuando no ramo de comercialização de cereais, além de fiambreria e secos e molhados em geral. Percebendo a boa adaptação das vinhas ao clima brasileiro, pouco tempo depois, mudam de ramo, passando a dedicar-se exclusivamente à cultura de uvas e à elaboração de vinhos, espumantes e vermutes, com a denominação social de "Paulo Salton & Irmãos"
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Apesar de antigas, as empresas viram seus negócios crescerem nos anos 1990 e 2000 quando a cultura do vinho começou a ficar popular no mundo e no Brasil
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O crescimento do mercado nacional e mundial impulsionou antigos produtores a criar uma marca. É o caso da Miolo, cuja família está no ramo desde 1897, mas partiu para a produção comercial de vinhos somente em 1990. O primeiro vinho da marca Miolo foi um merlot produzido com as uvas do Vale dos Vinhedos, sede da empresa
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A Salton, por exemplo, implantou em 2004 sua vinícola em Bento Gonçalves, com uvas importadas e aclimatadas e equipamentos de ponta
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Em 2006, a Miolo passou a ser chamada de Miolo Wine Group. Atualmente elabora mais de 100 rótulos produzidos em sete projetos vitivinícolas no Brasil, em diferentes regiões, incluindo as parcerias internacionais com Argentina, Chile, Espanha, Itália e França. As empresas do grupo elaboram 12 milhões de litros de vinhos finos, em sete projetos em seis regiões vitivinícolas brasileiras: Vinícola Miolo, Seival Estate, Vinícola Almadén, RAR, Lovara Vinhas e Vinhos, Bellavista Estate e Vinícola Ouro Verde. Além disso, conta também com seis acordos de joint ventures internacionais: Costa Pacífico (Chile), Osborne (Espanha), Los Nevados (Argentina), Henry Marionnet (França), além das vinícolas Podere San Cristoforo e Giovanni Rosso (Itália). Seus produtos estão presentes em mais de 30 países
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Como o mercado ainda está em desenvolvimento, os principais produtores continuam investindo na ampliação de plantações de parreirais e construindo mais caves. Segundo a empresa Salton, em 2010, foram adquiridos 700 hectares em Santana do Livramento para plantar variedades para vinhos e espumantes nobres. Atualmente estão sendo plantadas 370 mil mudas das uvas Chardonnay e Pinot Noir. Até o momento, 110 hectares já foram plantados. A empresa conta também com parreirais próprios na Serra Gaúcha
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Em 2012, a Miolo abriu loja na China e passou a ser a primeira vinícola brasileira a ter vinhos na China, em parceria com o seu importador local
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Em 2009, o jornalista Galvão Bueno firmou parceria com a Miolo para produção de dois produtos: o tinto Paralelo 31 e o espumante Bueno Cuvée Prestige. A Vinícola Bellavista Estate Bueno está localizada na Campanha Gaúcha, no Paralelo 31, faixa do planeta onde se encontram algumas das melhores regiões vitivinícolas do mundo (Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Argentina e Chile) e reconhecida como uma das mais promissoras para o cultivo de uvas. No começo de 2013, foi anunciado que a família Bueno passa a compor o quadro acionário da empresa, junto às famílias proprietárias: Miolo, Benedetti/Tecchio e Randon
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No Brasil, não é apenas a região sul que vem se destacando na viticultura. O Vale do Rio São Francisco, entre Pernambuco e Bahia, tem se destacado como região produtora de vinhos, mesmo localizado em uma latitude (8 graus) considerada inapropriada à cultura de videiras. Produtores locais exportam quase que a totalidade de uvas de mesas e a produção de vinhos é de 5 milhões de litros por ano. Segundo o Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho), a vinicultura do Nordeste já detém 15% do mercado brasileiro e é a única região do mundo que produz duas safras e meia por ano
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Lagoa Grande foi transformada em cidade em 1997 e é um destaques do Pólo Vitivinícola de Pernambuco. É a capital da uva e do vinho no Nordeste, com 10 vinícolas. O município possui uma produção anual de 20,5 milhões de kg de uvas e de 7 milhões de litros de vinho, exportando parte deste volume para outros países e diversos estados
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Segundo o Ibravin, a melhoria das vinícolas ganhou impulso a partir da abertura econômica do Brasil. O acesso a diferentes estilos de vinhos e a concorrência com os importados levam os produtores nacionais a aumentar a qualidade
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Dados do Instituto Brasileiro do Vinho mostram que a comercialização de vinho pelas empresas gaúchas gira em torno de 20 milhões de litros anuais desde 2004, com pequenas altas e quedas ao longo dos anos
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Segundo Lucindo Colpat, enólogo da Salton, o paladar do consumidor brasileiro esta se tornando cada vez mais refinado. "Trata-se de uma tendência mundial e países como Alemanha e Estados Unidos passaram pela mesma mudança. Inicialmente o vinho mais doce é escolhido, pois o paladar é acostumado ao açúcar, porém a doçura mascara outros elementos do vinho e com o passar do tempo é despertado no consumidor a vontade de conhecer e degustar vinhos com sabor mais acentuado e menos doce, como os secos ou o brut", diz
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A cultura do vinho criou também um novo segmento de viagens, o enoturismo. A Miolo, por exemplo, recebe visitantes nas vinícolas Miolo, Almadén, Lovara e Ouro Verde, com sala de degustação, visitação às caves, aos vinhedos, além de cursos de degustação. Há planos para incluir nos roteiros a Seival Estate, na Campanha Gaúcha, perto da fronteira com o Uruguai. A propriedade da família Miolo foi palco de uma das maiores batalhas travadas durante a Revolução Farroupilha. Foi lá que aconteceu a Proclamação da República Rio-Grandense. O projeto é uma tradicional fazenda dos Pampas Gaúchos. Possui criação de bovinos da raça Bradford e ovinos da raça Texel
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Merlot Terroir, da Miolo, produzido no Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul, amadurecido durante 12 meses em barricas de carvalho R$ 74,83 (preço sugerido). Informações: 0800-9704165
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Reserva Tannat, da Miolo, com aroma de fruta vermelha, menta, intenso, encorpado R$ 29,16 (preço sugerido). Informações: 0800-9704165
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Castas Portuguesas, produzido com as uvas touriga nacional e tinta roriz, amadurecido em barricas de carvalho por 12 meses. R$ 54,66 (preço sugerido). Informações: 0800-9704165
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Vallontano Cabernet Sauvignon, de vinícola de produz vinhos com garrafas numeradas. R$ 53,50, na Mistral. Informações: (11) 3372-3400
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Vinho Classic Cabernet Sauvignon 2011, item da linha carro chefe da Salton. R$ 16,90 (preço sugerido). Informações: (11) 2281-3300
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Reserva Merlot, envelhecido em carvalho por 12 meses, feito em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, na vinícola Vallontano. R$ 59,90, na Mistral. Informações: (11) 3372-3400
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Salton Classic Reserva Especial 2011 Tannat, um dos vinhos carro-chefe da empresa.R$ 16,90 (preço sugerido). Informações: (11) 2281-3300
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Classic Merlot 2011, da linha Salton Classic, um dos carro-chefe da empresa brasileira. R$ 16,90 (preço sugerido). Informações: (11) 2281-3300
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Matiz Touriga Nacional 2011 (Vinícola Hermann) - Pinheiro Machado - Rio Grande do Sul. Composto por 75% Touriga Nacional e 25% Cabernet Sauvignon, este vinho amadurece 6 meses em barricas de carvalho francês. Combina bem com carnes, principalmente os pratos portugueses, como cordeiro. Ganhou medalha de prata no Concurso Internaciona de Vinhos Brasil 2012. O Melhor Vinho do Mundo, por R$ 49,90. Informações: (11) 4121-5576
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Merlot Top Terragnolo DO 2010 - Vale dos Vinhedos - Rio Grande do Sul. Com Denominação de Origem, este vinho tem taninos domados, porém definidos, com bom equilíbrio entre acidez e álcool. A fruta está bem presente misturada a notas de chocolate no fim de boca. Boa evolução na garrafa nos próximos anos. O Melhor Vinho do Mundo, por R$ 148. Informações: (11) 4121-5576
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Almaunica Syrah Reserva 2010 - Vale dos Vinhedos - Rio Grande do Sul. Com 100% de Syrah, permaneceu 12 meses em barricas de carvalho (50% carvalho francês e 50% carvalho americano), metade barrica novas e metade barrica de segundo uso. Isso marca a presença de taninos, porém macios, além de boa capacidade de envelhecimento. No paladar é encorpado e intenso, com notas de epeciarias (pimenta-do-reino), frutas escuras (framboesa, groselha e amora) e toques tostados. O Melhor Vinho do Mundo, por R$ 98. Informações: (11) 4121-5576
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Storia Merlot 2008 Casa Valduga - Vale dos Vinhedos - Rio Grande do Sul. Este Merlot conquistou medalha de ouro no Mondial du Merlot (Suíça), o mais importante concurso deste varietal no mundo, como o Melhor Merlot do Brasil. De grande personalidade, é proveniente dos melhores vinhedos da Casa Valduga. Os aromas complexos lembram frutas vermelhas em geleia, com notas de café e chocolate. Edição limitada de 12.000 garrafas. O Melhor Vinho do Mundo, por R$ 180. Informações: (11) 4121-5576
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Fausto Merlot Pizzato 2011 - Vale dos Vinhedos - Rio Grande do Sul. Sua breve passagem em barris de carvalho americano (10%) valoriza as características da fruta, ressaltando ameixas pretas complementadas por notas de mel e um toque sutil de couro. Apresenta taninos aveludados e prolongado final de boca. O Melhor Vinho do Mundo, por R$ 39,90 Informações: (11) 4121-5576