Queijo Minas artesanal é declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco
Essa é a primeira vez que o comitê da organização internacional concede o reconhecimento a um alimento brasileiro.
O Queijo Minas Artesanal foi declarado Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco em cerimônia que aconteceu na manhã desta quarta, 4, em Assunção, Paraguai. É a primeira vez que o comitê da organização internacional concede o reconhecimento a um item gastronômico brasileiro.
"Os ‘Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal’ simbolizam a rica diversidade cultural e os saberes tradicionais do Brasil, que conectam gerações e fortalecem a identidade das comunidades locais. A inclusão dos ‘Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal’ na Lista do Patrimônio Cultural Imaterial da UNESCO representa também um reconhecimento de sua relevância para o desenvolvimento econômico, inclusivo e sustentável", diz a Diretora e Representante da UNESCO no Brasil, Marlova Jovchelovitch Noleto.
Nas últimas semanas, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, comentou a importância dessa votação, o que demonstra a "potência dessa expressão tão importante e simbólica" sobre o "Modos de Fazer Queijo Minas Artesanal".
"Os sabores brasileiros são uma de nossas muitas riquezas. Fazer queijo, culturalmente, traz consigo as características de um território e de seu povo", disse a ministra.
O Queijo Minas Artesanal é elaborado com técnicas desenvolvidas ao longo de três séculos e faz parte de uma importante atividade socioeconômica, que promove inclusão e desenvolvimento local, em especial da agricultura familiar.
A produção artesanal do queijo minas se tornou patrimônio de Minas Gerais em 2002 e, em 2008, também ganhou o reconhecimento nacional pelo Iphan.
Em entrevista ao jornal O Globo, o presidente do Iphan, Leandro Grass definiu o título desta quarta como um "momento histórico para a cultura brasileira". "Para além de um produto, da técnica, estamos valorizando as pessoas, os pequenos produtores de queijo. A política cultura l é um elemento para a sua preservação e valorização, mas precisamos de outras políticas", celebrous.
"A candidatura também reforça compromisso com o desenvolvimento sustentável, com a preservação socioambiental, porque esses produtores dependem da água limpa, da qualidade dos animais, do meio ambiente equilibrado", complementou.
Com o reconhecimento, o presidente do Iphan afirmou que serão dados próximos passos em prol dessa valorização do alimento. "A proposta de reconhecimento tem como objetivo dar visibilidade internacional a esse Patrimônio Cultural nacional, que é uma tradição há mais de três séculos não apenas em Minas Gerais, mas em todo o Brasil".
"O queijo é uma das coisas importantes de Minas, era o jeito de conservar leite no passado. Esse modo artesanal precisa ser resguardado", comentou Antônio de Salvo, presidente da Federação de Agronegócio de MG em entrevista ao jornal.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.