Associação das baianas critica criação do ‘acarajé do amor’
Bolinho está sendo vendido com a cobertura de doce, ao contrário dos acompanhamentos tradicionais como vatapá, camarão e caruru
A Associação de Baianas de Acarajé criticou a criação do “acarajé do amor”, que altera a receita tradicional com cobertura doce, reafirmando a preservação das tradições ancestrais.
A Associação de Baianas de Acarajé (Abam) criticou as alterações feitas na receita do tradicional bolinho frito de feijão para deixá-lo mais parecido com o “morango do amor”, doce que tem feito sucesso no país.
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Com as mudanças, o “acarajé do amor” está sendo vendido em alguns locais e cidades com a cobertura doce, ao contrário dos acompanhamentos tradicionais como vatapá, camarão e caruru.
A Abam divulgou nota em que reforça que o ofício das baianas é tradicional e que não aceita qualquer tipo de mudança nos ingredientes e no modo de preparo.
“Somos empreendedoras ancestrais e focadas na tradição deixada por nossos antepassados, sem surfar nas influências contemporâneas sem propósito“, diz a nota.
Existem inúmeras histórias que contam sobre a chegada da receita do acarajé no Brasil. A mais popular é que escravizados vindos de Benim teriam trazido o bolinho consigo.