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Dificuldade para engolir? Veja 12 sinais que podem indicar disfagia

Sente incômodo ou engasgos ao comer? A disfagia pode ser a causa. Conheça os sinais de alerta, as causas e quando buscar ajuda médica para proteger sua saúde.

17 abr 2026 - 17h29
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A alimentação é um dos momentos mais prazerosos do dia, mas para algumas pessoas, esse ato vira um desafio. A disfagia, caracterizada pela dificuldade de engolir alimentos ou líquidos, é um sintoma que exige atenção imediata.

Foto: Divulgação/Afya
Foto: Divulgação/Afya
Foto: Saúde em Dia

Engolir parece algo automático, porém envolve movimentos complexos que começam na boca e terminam no estômago. Quando algo falha nesse trajeto, o bem-estar e a nutrição do corpo ficam seriamente comprometidos no dia a dia.

O que é a disfagia e quem ela mais atinge?

Dados do Brazilian Journal of Otorhinolaryngology mostram que essa condição atinge até 22% da população geral no país. Entre os idosos, esse número é ainda mais preocupante, podendo chegar a 30% dos pacientes avaliados.

O problema ocorre quando há alterações nas estruturas ou nos movimentos necessários para uma deglutição segura e eficiente. "A disfagia deve sempre ser investigada", alerta a médica e professora Dra. Daniela Antenuzi da Silva.

Segundo a especialista da Afya Brasília, o sintoma pode estar ligado a inflamações, estreitamentos ou até doenças neurológicas. Identificar a origem do problema é o primeiro passo para garantir um tratamento que devolva a qualidade de vida.

12 sinais de alerta que você não deve ignorar

Muitas vezes, os sinais aparecem de forma discreta e são ignorados ou confundidos com uma pressa ao comer. No entanto, a persistência desses sintomas indica que o mecanismo de engolir não está funcionando como deveria.

Confira os principais sinais apontados por especialistas que podem indicar um quadro de disfagia:

  • Sensação de alimento preso: Sentir que a comida parou na garganta ou na região do peito.

  • Engasgos frequentes: Ter episódios constantes de engasgo ao comer ou beber qualquer tipo de líquido.

  • Tosse durante as refeições: Tossir logo após engolir ou enquanto tenta processar o alimento na boca.

  • Dor ao engolir: Sentir desconforto físico ou dor aguda no momento da passagem do bolo alimentar.

  • Uso de líquidos como auxílio: Precisar beber água constantemente apenas para ajudar a comida a descer.

  • Deglutição múltipla: Ter que engolir várias vezes o mesmo pedaço de alimento para que ele siga o caminho.

  • Voz "molhada": Perceber alterações no tom de voz logo após terminar de comer ou beber.

  • Impactação alimentar: Sentir que o alimento "entalou" no tórax, podendo causar dor ou desespero momentâneo.

  • Mudança na mastigação: Necessidade de mastigar por muito mais tempo ou preferir apenas alimentos muito macios.

  • Refeições lentas: Demorar muito mais que o habitual para conseguir terminar um prato simples de comida.

  • Pneumonias frequentes: Ter infecções pulmonares repetidas, que podem ser causadas por restos de comida nos pulmões.

  • Perda de peso: Emagrecer sem motivo aparente devido à dificuldade ou medo de se alimentar corretamente.

Por que a dificuldade de engolir acontece?

Existem duas formas principais de entender esse problema: quando ele ocorre na garganta ou no esôfago. O Dr. Alexandre Martins, da Afya Itaperuna, explica que engasgos indicam falhas na fase inicial, a orofaríngea.

Nessa etapa, a laringe deve se fechar para proteger as vias aéreas durante a passagem do alimento sólido. "Quando esse mecanismo não funciona, pode ocorrer aspiração alimentar", explica o otorrinolaringologista sobre os riscos envolvidos.

Já a Dra. Daniela ressalta que causas digestivas, como o refluxo gastroesofágico, são muito comuns nesses diagnósticos clínicos. Cicatrizes de refluxo crônico podem estreitar o esôfago, dificultando a descida da comida até o estômago.

Exames essenciais para o diagnóstico correto

Para descobrir o que está causando a disfagia, os médicos utilizam tecnologias que filmam o trajeto do alimento. Esses exames permitem ver em tempo real onde a comida encontra obstáculos ou desvios perigosos.

  1. Endoscopia alta: Avalia a mucosa do esôfago em busca de inflamações, lesões ou estreitamentos físicos.

  2. Nasofibrolaringoscopia: Uma microcâmera visualiza a garganta para checar se as estruturas estão fechando corretamente.

  3. Videodeglutograma: Exame radiológico que analisa a dinâmica da mastigação e do engolir do início ao fim.

  4. Manometria esofágica: Mede a força dos músculos do esôfago para identificar distúrbios motores ou falta de coordenação.

Dicas para conviver e tratar a condição

O tratamento para a disfagia é sempre individualizado e depende diretamente da causa descoberta nos exames iniciais. Em muitos casos, a reabilitação com um fonoaudiólogo é fundamental para fortalecer os músculos da face.

Mudar a consistência dos alimentos, preferindo purês ou papas, pode evitar engasgos perigosos durante o processo de cura. "O tratamento pode incluir medicação ou procedimentos médicos específicos", afirmam os especialistas consultados sobre o tema.

Manter a postura ereta ao comer e evitar distrações, como o celular, também ajuda o cérebro a focar na deglutição. Lembre-se que o diagnóstico precoce evita complicações graves, como a desnutrição ou infecções respiratórias severas.

O papel da paciência no processo de cura

Se você identificou esses sinais em si ou em alguém próximo, procure ajuda médica de confiança imediatamente. O otorrinolaringologista ou o gastroenterologista são os profissionais indicados para iniciar essa investigação profunda da sua saúde.

Não ignore os sinais do seu corpo e não tenha vergonha de relatar suas dificuldades durante a consulta. Com o acompanhamento correto, é possível voltar a ter prazer à mesa com total segurança e tranquilidade.

Saúde em Dia
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