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Dieta cetogênica mediterrânea ajuda na prevenção do Alzheimer; entenda

Estudo relaciona plano alimentar da dieta cetogênica mediterrânea a mudanças no microbioma intestinal e no neurotransmissor GABA

25 ago 2025 - 18h29
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A busca por estratégias eficazes contra o Alzheimer tem avançado, e a alimentação surge como uma possível aliada. Um estudo da Wake Forest University School of Medicine, nos Estados Unidos, mostrou que a dieta cetogênica mediterrânea modificada pode reduzir fatores associados ao risco da doença neurodegenerativa.

Dieta cetogênica mediterrânea reduz risco de Alzheimer, sugere estudo
Dieta cetogênica mediterrânea reduz risco de Alzheimer, sugere estudo
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

De acordo com a Associação de Alzheimer, mais de 6,5 milhões de norte-americanos vivem atualmente com a condição. O número impressiona ainda mais quando se considera que um em cada três idosos morre com Alzheimer ou outro tipo de demência. No Brasil, o cenário também preocupa: cerca de 1,2 milhão de pessoas são afetadas pela doença, com 100 mil novos diagnósticos todos os anos.

"Esperamos que uma melhor compreensão desta complexa relação entre dieta, estado cognitivo e saúde intestinal leve a novas intervenções para prevenir e tratar a doença de Alzheimer", afirmou Suzanne Craft, Ph.D., professora de gerontologia e medicina geriátrica da Wake Forest University.

O estudo

A pesquisa contou com 20 participantes adultos: nove diagnosticados com comprometimento cognitivo leve (CCL) e 11 com cognição normal. Durante o experimento, eles seguiram dois tipos de dieta em períodos alternados de seis semanas:

  • Dieta cetogênica mediterrânea modificada, com baixo teor de carboidratos.
  • Dieta com baixo teor de gordura e alto teor de carboidratos.
  • Entre os intervalos, houve uma fase de "washout" de seis semanas para reduzir interferências nos resultados.
  • Para analisar os efeitos, foram coletadas amostras de fezes no início e no final de cada dieta, além de seis semanas após o término da segunda etapa. O objetivo era observar mudanças no microbioma intestinal — conjunto de bactérias boas e ruins que habitam o sistema digestivo.

Resultados

Os pesquisadores observaram que os voluntários com CCL que seguiram a dieta cetogênica mediterrânea apresentaram níveis mais baixos de ácido gama-aminobutírico (GABA) e de micróbios produtores desse neurotransmissor. Em contrapartida, houve aumento de bactérias reguladoras de GABA.

O GABA é o principal neurotransmissor inibitório do sistema nervoso central, e sua disfunção tem associação com doenças neuropsiquiátricas, incluindo o Alzheimer. "Nosso estudo é o primeiro a mostrar que a dieta modula o GABA de maneira diferente no CCL", destacou Suzanne.

Ela acrescentou: "Essas descobertas fornecem informações cruciais sobre como a dieta pode afetar o microbioma e melhorar a saúde do cérebro. São necessários estudos maiores para avaliar o papel que as intervenções dietéticas desempenham em pacientes com comprometimento cognitivo".

Saúde em Dia
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