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6 razões para pensar duas vezes antes de consumir embutidos todos os dias

O consumo frequente de embutidos pode aumentar o risco de câncer a longo prazo e muita gente nem percebe que está ingerindo

7 abr 2026 - 13h18
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Salsicha no café da manhã, presunto no lanche e bacon no fim de semana. Os embutidos estão presentes na rotina de muitos brasileiros. Muitas vezes sem que se questione o impacto desse hábito na saúde.

Consumo de embutidos diariamente pode estar associado ao desenvolvimento do câncer
Consumo de embutidos diariamente pode estar associado ao desenvolvimento do câncer
Foto: Freepik / Saúde em Dia

No Dia Mundial da Saúde, celebrado em 7 de abril, o alerta ganha ainda mais força. Isso porque a alimentação é um dos principais fatores que podem ser controlados na prevenção de doenças.

Segundo o oncologista clínico Dr. Yuri Bittencourt, do Hospital Santa Catarina - Paulista, a ciência já tem uma posição clara sobre o tema. "A alimentação está entre os fatores que mais podemos controlar na prevenção do câncer", afirma.

De acordo com a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), ligada à OMS, os embutidos são classificados como carcinógenos do Grupo 1.

Ou seja, existem evidências suficientes de que o consumo pode causar câncer em humanos.

O especialista faz um alerta importante sobre essa classificação. "Essa definição diz respeito à força das evidências, e não à intensidade do risco em comparação com outras substâncias da mesma categoria", explica.

A seguir, veja por que vale reduzir o consumo de embutidos no dia a dia.

Aumentam o risco de câncer colorretal

Consumir cerca de 50 gramas de embutidos por dia já está associado a um aumento de aproximadamente 18% no risco de câncer colorretal. Isso é equivalente a duas fatias de presunto ou um cachorro-quente.

"O aumento pode parecer pequeno, mas é real, dose-dependente e se acumula ao longo da vida", destaca o Dr. Yuri.

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O impacto é maior do que parece

Na prática, o risco de desenvolver câncer colorretal ao longo da vida sobe de cerca de 5% para aproximadamente 6%.

A diferença parece discreta individualmente. No entanto, quando esse padrão se repete em milhões de pessoas, o impacto na saúde pública se torna significativo.

É fácil consumir mais do que o recomendado

Os embutidos fazem parte de refeições rápidas e práticas. Por isso, o consumo excessivo acontece sem que a pessoa perceba.

Pequenas porções ao longo do dia já são suficientes para atingir níveis associados ao aumento de risco.

Podem agravar fatores de risco

O câncer colorretal não tem uma causa única. Idade, obesidade, sedentarismo, tabagismo, consumo de álcool e histórico familiar também influenciam.

Quem tem parentes de primeiro grau com a doença pode ter um risco de duas a quatro vezes maior.

Nesses casos, o consumo frequente de embutidos agrava ainda mais a situação. "Quando existe predisposição genética, cada fator de risco comportamental aumenta essa vulnerabilidade. Não é alarmismo, é aritmética clínica", afirma o especialista.

Não existe quantidade segura para consumo frequente

Especialistas são diretos: não há uma quantidade considerada segura para o consumo regular de embutidos.

A orientação é consumir apenas de forma esporádica. Já a carne vermelha deve ser limitada a até três porções por semana, entre 350 e 500 gramas.

Existem alternativas que protegem a saúde

Uma alimentação rica em frutas, verduras, legumes e grãos integrais ajuda a reduzir o risco de câncer colorretal.

Mais do que uma recomendação geral, essa mudança tem efeito protetor comprovado.

Fique atento aos sinais do corpo

O câncer colorretal se desenvolve no intestino grosso e pode começar com pólipos.

Alguns sintomas não devem ser ignorados:

  • Mudanças no hábito intestinal.
  • Sangue nas fezes.
  • Dor abdominal frequente.
  • Perda de peso sem explicação.
  • Cansaço constante.

Ao perceber qualquer um desses sinais, é fundamental buscar avaliação médica.

Diagnóstico precoce pode salvar vidas

A colonoscopia é o principal exame para rastrear o câncer colorretal. Ela permite identificar e remover pólipos antes que se tornem tumores.

Para pessoas sem fatores de risco, a recomendação é iniciar o rastreamento aos 45 anos. Em casos com histórico familiar, esse acompanhamento pode começar antes.

Pequenas escolhas fazem diferença

O câncer colorretal é, em grande parte, evitável. E isso passa por decisões do dia a dia.

"O que colocamos no prato, o quanto nos movimentamos e quando fazemos exames de rotina impactam diretamente a saúde no futuro", conclui o Dr. Yuri Bittencourt.

Reduzir o consumo de embutidos é uma dessas escolhas. E pode fazer uma grande diferença ao longo dos anos.

Saúde em Dia
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