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7 lugares para uma volta ao mundo gastronômica em São Paulo

No aniversário da cidade, um roteiro que passeia pelas várias culturas que se encontram nos menus de restaurantes paulistanos

23 jan 2023 - 13h49
(atualizado às 14h18)
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Foto: mapubaos/Reprodução/Instagram

São Paulo é uma cidade cosmopolita, construída a partir de várias culturas. Assim, é natural que a cidade, que faz aniversário na quarta-feira (25), ofereça uma ampla variedade de opções gastronômicas para seus visitantes e moradores. Se você está procurando experimentar comidas de vários lugares do mundo, este é o roteiro ideal para você.

Aqui você encontrará os melhores restaurantes da cidade que oferecem as deliciosas culinárias do México, Grécia e Coreia do Sul. Desde os tradicionais baos de Taiwan até o lanche grego souvlaki, esses restaurantes vão agradar a todos os paladares. Prepare-se para uma jornada culinária pelo mundo enquanto desfruta e celebra a cidade de São Paulo.

Taiwan - Mapu Baos

O bao – espécie de sanduíche montado num pão de massa branquinha cozido no vapor – é a grande atração do sobradinho dedicado à comida de rua taiwanesa. A versão tradicional (R$ 28) é recheada com pancetta, conserva de mostarda, amendoim e coentro; a de frango (R$ 26), feita com sobrecoxa, leva também pepino, molho apimentado coreano, maionese de wasabi e cebolinha; e na receita batizada de cogu bao (R$ 26) brilha uma inusitada terrine de cogumelos frita. Mas, antes dos baos, não deixe de pedir a berinjela da casa, que é empanada e servida com um molho adocicado de missô e shoyu (R$ 31), ou o frango crocante de Taiwan (R$ 32). Tem apetite de sobra? Aposte no Lu Rou Fan (R$ 28), uma cumbuca de arroz com pancetta cozida, ovo marinado com gema cremosa, conserva de rabanete e cebolinha. E, para adoçar, jogue-se no ice bao, de massa frita e recheada com sorvete de nata, farofa de amendoim e caramelo de missô (R$ 23).

R. Áurea, 267, Vila Mariana. 5081-4070. 11h30/14h30 e 18h/22h (sáb. 12h/15h30 e 18h/22h; fecha dom. e 2ª).

México - Metzi

Que fique claro: a cozinha tex-mex, com seus burritos, enchiladas e quesadillas, não tem vez na casa dos chefs Eduardo Ortiz e Luana Sabino. Por ali, são receitas fiéis às raízes mexicanas que dão o tom – ainda que ingredientes típicos brasileiros incrementem um ou outro prato. O menu sugere tanto pratos à la carte como o menu pre-fix (R$ 210), que é uma espécie de degustação com cinco etapas à escolha do cliente. Nele, torça para encontrar entre as opções o tempurá de siri mole com mole de formiga saúva-limão e fubá de milho crioulo. Também são imperdíveis o guacamole com queijo feta e ikura (R$ 50) e a tostada de salpicão de pescado e polvo (R$ 46). Para molhar o bico, peço um dos drinques da ótima carta, que mescla clássico como a michelada e coquetéis autorais como o Amarguita, de maracujá, tequila e Campari.

R. João Moura, 861, Pinheiros. 19h/22h30 (qui. e sex. 19h/23h; sáb. 12h/15h e 19h/23h; dom. 13h/17h (fecha 2ª e no último dom. do mês).

Grécia - Prato Grego

O Prato Grego nasceu no conjunto comercial do Bom Retiro, na Rua Barão de Limeira. Nas entranhas do centro de São Paulo, o restaurante, que só funciona com reservas prévias, mantém viva a tradição da quebra de pratos grega. Os objetos de gesso são feitos especialmente para para serem atirados. Apesar do chamariz, as verdadeiras estrelas da casa são as típicas iguarias do cardápio. A entrada de nome Mezê (R$ 29) é ideal para "chuchar" o pão pita da casa e compartilhar. O Souvlaki (R$ 29), lanche em formato de cone, que pode aparecer nas versões de porco, frango ou falafel, combina cebolas roxas fatiadas fininhas, molho de iogurte, tomates e batata frita. Quem não está disposto a comer com as mãos, pode pedir o Mérida (R$ 37), que nada mais é do que o lanche anterior servido no prato.

Rua Ribeiro de Lima 453, bloco C, loja 136, 1º andar. (11) 95197-9021. 11h/15h (fecha 2ª).

Prato Grego aposta na gastronomia grega tradicional e mantém viva tradição da quebra de pratos.
Prato Grego aposta na gastronomia grega tradicional e mantém viva tradição da quebra de pratos.
Foto: FELIPE RAU/ESTADÃO / Estadão

Tahin

Um árabe dos mais amistosos, o Tahin consegue juntar o amor paulistano pelas esfihas, quibes e afins a um ambiente contemporâneo, com serviço rápido e eficiente. Não por acaso a filial de Pinheiros, aberta em setembro de 2022, vive cheia na hora do almoço, de fregueses da vizinhança e dos escritórios no entorno, que costumam chegar por ali para provar os pratos elaborados pelo chef Renato Lopes. As esfihas são leves e fresquinhas, o falafel bem sequinho. A salada de figos vale o ingresso, assim como o beirute da casa. Pratos quentes, como o manoush (massa assada recheada com coalhada seca, filé de frango e salada Alepo) e o fatte (filé-mignon, grão de bico, torradas e coalhada seca, acompanhado de arroz aletria) são disputados no horário comercial. Peça um refrescante chá Tahin para acompanhar e seja feliz. No cardápio de sobremesas, vale provar doces tradicionais, como o malabie, ou se jogar sem culpa em uma das duas versões de Chocolamour servidas na casa.

R. Vupabussu, 293,Pinheiros, tel. 11 93760 0636. 11h30/23h (dom., 12h às 22h).

Shoshana

Inaugurado em 1991, o restaurante judaico fez fama no Bom Retiro pela comida e pelo clima amistoso ao longo de seus 30 anos de vida. Em 2020, fechou as portas para reabrir só em agosto de 2022, totalmente repaginado – a cozinha, agora, está sob o comando da chef Graziela Tavares, enquanto a chef e pesquisadora Clarice Reichtul (da extinta Paca Polaca) elabora o cardápio da casa juntamente com a antiga proprietária, Shoshana Baruch, e seu filho Nir. Clarice adaptou com leveza versões de pratos clássicos da culinária, como a língua bovina e os varenikes (massa recheada com batata e cebola salteados na manteiga). Não deixe de provar a babka de chocolate (bolo trançado típico das comunidades judaicas do Leste Europeu servido com creme azedo e butterscotch). Às sextas-feiras, a partir das 17h, é realizado o Boteco do Shabat, com tiragostos como gefilte fish frito e rolinhos de arenque e picles. Sábado é dia da "feijoada judaica", o tchulent (cozido de carnes e linguiças bovinas frescas com feijão branco, cevadinha, feijão fradinho e fava). E no domingo tem brunch: as tostadas de beterraba assada e ricota caseira e a de arenque e manteiga merecem aplausos calorosos.

R. Correia de Melo, 206, Bom Retiro. 11h30/15h (sex., 11h30/15h e 17h/23h; sáb., 11h30/17h; dom., 10h/16h; fecha 2ª).

Shoshana Delishop fez fama por conta da comida judaica tradicional
Shoshana Delishop fez fama por conta da comida judaica tradicional
Foto: TIAGO QUEIROZ / ESTADÃO / Estadão

Oriente Médio - Shuk Falafel

Shuk é como são chamados os mercados e feiras típicas de rua no Oriente Médio. No Baixo Pinheiros, porém, é o nome do restaurante de Suzana Goldfarb e Mauro Brosso, que aposta na comida de rua daquela região, com receitas israelenses, egípcias, turcas, iranianas e por aí vai… Além dos sanduíches no pão pita, como o yalah falafel (R$ 32), com bolinhos fritos de grão de bico, homus, salada, relish de repolho roxo, picles, berinjela empanada, harissa (pasta de pimentão) e tahine, o cardápio também aposta na cultura das mezzes para compartilhar. Nessa seção, aparecem pastas como o homus pitriot (R$ 37), com cogumelos salteados, cebola crispy e amba (molho de manga e especiarias). Ah, não deixe de passar o olho pela ala de especialidades, que lista pedidas como o shak shuk (R$ 36), prato do Magreb feito com molho de tomate e harissa, ovo orgânico, zhoug, sumac e coentro – dois pães pita acompanham para chuchar.

R. Ferreira Araújo, 385, Pinheiros. 97219-0852. 12h/15h e 18h/23h (dom. e seg. 12h/15h)

Yalah Falafel é um dos carros-chefes do Shuk Falafel.
Yalah Falafel é um dos carros-chefes do Shuk Falafel.
Foto: FELIPE RAU/ESTADAO / Estadão

Coreia - Wooza

No salão pequenino, que serve "rango de boteco coreano", os coloridos mandus (que lembram os guiozas japoneses) são a grande atração. Entre os recheios, além da versão tradicional, feita com pernil e legumes, brilham combinações como a de camarão com porco, kimchi com porco e kimchi com tofu – a porção com seis unidades e até três sabores sai por R$ 20. Na seção de ssam (lê-se nonono), escolha entre panceta apimentada, bulgogui (contrafilé grelhado, levemente adocicado) ou cogumelo eryngui. As opções (R$ 32 cada) chegam à mesa acompanhadas de arroz, pasta de soja fermentada, pimenta verde e kimchi – a ideia é acomodar tudo nas folhas de alface e de gergelim que também acompanham o prato, formar trouxinhas e comer com as mãos

R. França Pinto, 203, Vila Mariana. 18h/23h (fecha dom. a 3ª).

Estadão
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