Autor lista restaurantes "cura-ressaca" no Brasil e no mundo
Nem todo mundo reage a uma ressaca violenta da mesma forma. Uns não querem nem ver comida e muito menos ir para o fogão, enquanto outros sonham com um cheeseburguer bem gorduroso acompanhado por uma bela porção de fritas. O autor do livro Beber, Comer, Sobreviver – Cozinhando de Ressaca, de Pedro Asbeg se encaixa no segundo grupo e, por isso, reuniu na publicação algumas das receitas que ele mesmo mais gosta de fazer e comer em um dia “ressaquento”. Ele também pensou naqueles que não têm forças para alcançar a cozinha da própria casa e listou lugares no Brasil e no mundo que oferecem as melhores ofertas “cura-ressaca”.
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“Muitas vezes, por mais que você queira, você não vai conseguir fazer nada durante a ‘larica etílica’”, observa. Ele conta que o livro não só nasceu com o objetivo incentivar as pessoas na busca de novos preparos e ingredientes na cozinha, mas também como uma inspiração para comer. “Existem lugares onde se bebe mais, como na França, no México, em Minas, Alemanha. Vai que por acaso o cara está para essas bandas e acorda de ressaca?”, destaca. Veja abaixo alguns dos lugares que aparecem no livro.
Restaurantes antirressaca no Brasil
Em São Paulo
Bar do Biu, na Vila Madalena –
“A Dona Edi, do Bar do Biu, me deu uma dica de um negócio que eu nunca tinha ouvido falar, banana picadinha com carne de sol”, sugere.
Jardim de Napoli – “Eles têm um polpetone antológico, é uma coisa difícil de equiparar, muito legal”, conta.
Pastel da Maria – “Você encontra na feira no Pacaembu e na rua Caiowá [no bairro da Pompéia]. É um clássico acordar e poder comer um pastel. Você não precisa nem entrar em lugar nenhum, é só parar na barraquinha e estará em 30 segundos saboreando um pastel de feira, que é uma tradição em São Paulo.
No Rio de Janeiro
Academia da Cachaça –
“Gosto da feijoada deles. É incrivelmente bem temperada, uma das melhores feijoadas se não for a melhor do Rio, na minha humilde opinião”, opina.
Aconchego Carioca – “O camarão na moranga é um daqueles pratos que você vai comer e vai querer voltar pra tumba (rindo). Mas vale muito a pena, é um prato muito bom. Eles ainda têm muitos bolinhos deliciosos para você começar os trabalhos, como bolinho de camarão com aipim, bolinho de rabada, de bacalhau com grão de bico”, indica.
Degrau – “Eu fecharia as dicas do Rio com um daqueles restaurantes bem tradicionais, como o Degrau. Eles têm aqueles garçons que te atendem de terno e gravata, é um restaurante de bairro que não tem nada de grã-fina. As porções servem duas ou três pessoas com pratos muito tradicionais, como aquele filé a parmegiana borbulhando, queijo e molho de tomate, que às vezes é o que a gente mais quer”.
Parrilla del Sur, em Porto Alegre – “Eles têm um entrecôte incrível e a maior grelha que já vi na vida. Deve ter uns quatro metros quadrados onde ficam pedaços de batata, carnes, cogumelos. É um restaurante gigantesco, lotado o tempo inteiro, e é daqueles lugares em que você nem precisa dizer como quer a carne”, observou, aproveitando para fazer piada. “Isso porque é um restaurante uruguaio. Os gaúchos têm que aceitar que mesmo lá o restaurante bom para se comer carne é uruguaio”, brincou.
Lá em Casa, em Belém – “Eles servem um um pato no tucupi e tacacá, que realmente é um negócio muito sério contra a ressaca. É um caldão, recupera mesmo”, indicou.
Bené da Flauta, em Ouro Preto – “Servem aqueles clássicos mineiros, tipo frango com quiabo, angu e tutu.”.
Caldo de Piranha, em Terezópolis – “Era um antigo armazém, onde a galera ia para tomar cerveja, mas o dono não tinha nada para servir. Então ele se lembrou que sabia uma receita de caldo de piranha, e o lugar acabou se tornando um santuário antirressaca. O caldo de piranha, assim como o caldo de sururu e outros caldos de peixes amazônicos, são muito revigorantes”, explica.
Restaurantes antirressaca no mundo
Pères et Filles, em Paris – “Eles têm um tartar de carne que é incrível”, conta.
Cantina la Guadalupana, na Cidade do México – “É uma galera que entende muito de ressaca. Comi frango com molho chamado mole, um tempero típico mexicano que usa uns 20 tipos de ingredientes, inclusive chocolate. É um caldão temperado, salgado, não tem erro”.
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