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Comunicação Interventricular: entenda a condição da filha de Thaila Ayala

Considerada uma das cardiopatias congênitas mais comuns, a doença se desenvolve ainda na gestação e, em alguns casos, exige cirurgia nos primeiros meses de vida

30 jul 2026 - 14h43
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Thaila Ayala voltou a falar com emoção sobre a descoberta da cardiopatia congênita da filha, a Comunicação Interventricular (CIV). Durante participação no 'Encontro com Patrícia Poeta', a atriz abordou o tratamento da pequena — fruto do relacionamento com Renato Góes — e deu atualizações sobre seu estado de saúde.

Em entrevista recente, Thaila Ayala relembrou o diagnóstico recebido ainda na gravidez e celebrou a recuperação da filha
Em entrevista recente, Thaila Ayala relembrou o diagnóstico recebido ainda na gravidez e celebrou a recuperação da filha
Foto: Reprodução/Instagram/@thailaayala / Bons Fluidos

"A gente recebeu o diagnóstico ainda grávida. Não tinha o que fazer. A gente ia ter que esperar nascer pra ver se fechava ou não fechava. E quando nasceu, o médico falou: 'Vai precisar de cirurgia'. Só que ela nasceu com dois quilinhos, era um pedacinho de gente. Então a gente precisou esperar pra ver qual era o limite, pra ver se ela ganhava peso, pra então ir pra cirurgia", relembrou.

Felizmente, Tereza pôde realizar o procedimento e, segundo a atriz, hoje vive sem complicações. "Está ótima, maravilhosa, 100%. Coração fechado, né? Porque, mesmo depois da cirurgia, ainda ficou um resquício que poderia fechar ou virar um sopro. E fechou. Tá maravilhosa, graças a Deus", celebrou.

O que é a doença da filha de Thaila Ayala?

ACIV é uma das cardiopatias congênitas mais comuns e representa cerca de 20% dos defeitos cardíacos presentes desde o nascimento. A condição acontece quando existe uma abertura na parede que separa os dois ventrículos do coração, permitindo que o sangue passe de uma câmara para a outra. Como consequência, parte do sangue rico em oxigênio retorna aos pulmões em vez de seguir para o restante do corpo. Assim, faz com que o coração trabalhe mais do que o normal.

A gravidade varia conforme o tamanho dessa abertura. Em alguns bebês, o orifício é pequeno e pode até fechar espontaneamente, sem causar sintomas. Já nos casos maiores, como o da filha de Thaila Ayala, a alteração pode provocar falta de ar, dificuldade para mamar, baixo ganho de peso, cansaço durante as mamadas e, em algumas situações, coloração azulada na pele. Geralmente, a suspeita surge durante o exame físico, quando o médico identifica um sopro cardíaco, e o diagnóstico é confirmado por meio de um ecocardiograma.

A causa da CIV ainda não é totalmente conhecida, mas sabe-se que ela ocorre durante a formação do coração do bebê na gestação. O tratamento depende da gravidade do quadro. Enquanto pequenas comunicações podem apenas ser acompanhadas pelos médicos, casos moderados ou graves costumam exigir cirurgia para fechar o orifício e evitar complicações. Após a correção, o prognóstico costuma ser bastante positivo, permitindo que a maioria das crianças cresça, se desenvolva e tenha uma vida normal.

É possível prevenir?

Como a origem da Comunicação Interventricular nem sempre pode ser evitada, não existe uma forma garantida de prevenção. Ainda assim, especialistas recomendam alguns cuidados durante o planejamento da gravidez e o pré-natal, como manter o acompanhamento médico desde antes da gestação, evitar álcool, cigarro e outras drogas, controlar doenças como diabetes, manter a vacinação em dia e utilizar medicamentos apenas com indicação médica. Essas medidas ajudam a reduzir o risco de malformações congênitas e contribuem para uma gestação mais saudável.

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