UAU! Jovens do Brasil dominam o consumo de música clássica no mundo
Um novo estudo global mostrou um dado surpreendente: o Brasil está entre os países mais engajados com música clássica, principalmente entre os jovens.
O levantamento "Classical Pulse 2026: Perspectivas sobre o Consumo da Música Clássica", do Candlelight, analisou o comportamento de mais de 8 mil pessoas em 10 países.
Entre brasileiros que já foram a concertos, 96% dos jovens afirmam ter assistido a pelo menos uma apresentação no último ano. Muitos, inclusive, foram mais de uma vez.
Brasil tem forte conexão com o gênero
O estudo mostra que o interesse vai além de assistir a shows.
Cerca de 75% dos brasileiros dizem ter alguma ligação com a música clássica. Isso inclui:
- Pessoas que estudam música.
- Músicos amadores.
- Profissionais da área.
- Ou quem convive com alguém ligado ao meio.
Além disso, o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking de "seguidores dedicados", ficando atrás apenas da Austrália.
Redes sociais impulsionam descoberta
Outro destaque é a forma como os brasileiros descobrem concertos.
Diferente de outros países, no Brasil as redes sociais são o principal canal. Elas superam até o tradicional boca a boca.
O país aparece ao lado do México como um dos únicos onde o digital lidera essa descoberta.
Mesmo entre pessoas mais velhas, a internet segue relevante, junto com TV, rádio e recomendações.
O problema não é interesse, mas acesso
Apesar do alto engajamento, ainda existem barreiras importantes.
Entre brasileiros que nunca foram a um concerto:
- 42% dizem não ter apresentações perto de onde vivem.
- 24% apontam o preço dos ingressos.
- 18% afirmam não conhecer o suficiente sobre o gênero.
Ou seja, o interesse existe. O desafio é tornar o acesso mais fácil.
Jovens querem experiências diferentes
O estudo também mostra uma mudança no jeito de consumir música clássica.
No Brasil, os jovens preferem experiências mais modernas e envolventes:
- 30% gostam de concertos que misturam estilos musicais.
- 29% se interessam por apresentações com efeitos visuais.
- 19% preferem eventos em locais diferentes, como museus e espaços históricos.
Além disso, o país está entre os mais abertos a formatos interativos.
Música clássica está se reinventando
Para Dennys Araújo, líder de equipe da Fever para os concertos Candlelight® no Brasil, os dados mostram uma transformação importante.
Segundo ele, o Brasil vive uma nova fase, em que a música clássica deixa de ser vista como algo distante e passa a ser uma experiência social e cultural.
O estudo do Candlelight reforça essa ideia.
Hoje, o gênero:
- Atrai um público mais jovem.
- É impulsionado pelo digital.
- Depende de conexões sociais.
- E aposta em formatos imersivos.
O futuro da música clássica
A tendência é clara: a música clássica está mudando! Mais do que ouvir, o público quer viver a experiência.
E, pelo visto, os jovens brasileiros já estão à frente nessa transformação.