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Seu bebê entende o que você fala desde o útero; aponta estudo

Pesquisas mostram que a exposição a diferentes idiomas durante a gestação molda o cérebro dos recém-nascidos e facilita a familiaridade com novas línguas

12 mar 2026 - 09h09
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Você já conversou com a sua barriga hoje? Saiba que esse hábito carinhoso vai muito além do afeto. Pois, pesquisadores da Universidade de Montreal, no Canadá, descobriram que o cérebro do bebê possui uma capacidade surpreendente de reconhecer idiomas ouvidos no útero. O estudo revela que a exposição pré-natal constante funciona como um estímulo poderoso para as redes neurais da criança.

Descubra como o cérebro de bebês reconhece novos idiomas antes de nascer e de que forma isso ajuda no desenvolvimento da fala infantil
Descubra como o cérebro de bebês reconhece novos idiomas antes de nascer e de que forma isso ajuda no desenvolvimento da fala infantil
Foto: Getty Images/varniccha kajai / Bons Fluidos

Dessa forma, a ciência comprova que o desenvolvimento da fala infantil ganha seus primeiros contornos ainda na gravidez. Durante o experimento, os cientistas acompanharam gestantes que reproduziram áudios em francês e em outras línguas, como alemão ou hebraico, a partir da 35ª semana de gestação. Como resultado, os recém-nascidos demonstraram uma atividade cerebral muito mais intensa ao ouvirem os idiomas familiares do que ao serem expostos a sons completamente desconhecidos.

O papel dos estímulos com o bebê no útero

Conforme os especialistas explicam, a repetição de sons rítmicos e fonemas ajuda a "treinar" os ouvidos do pequeno. Com toda a certeza, o feto não aprende o significado das palavras, mas ele desenvolve uma sensibilidade auditiva única. Quando a mãe conversa ou coloca músicas em outras línguas, ela oferece ferramentas valiosas para que o cérebro de bebês processe informações complexas com mais facilidade no futuro.

Além disso, a técnica de neuroimagem utilizada na pesquisa confirmou que o córtex temporal esquerdo — área responsável pela linguagem — brilha intensamente quando o bebê reconhece o idioma materno. De acordo com a revista Scientific American, essa maleabilidade cerebral mostra que os pequenos não nascem como uma "folha em branco", mas com um histórico sonoro já iniciado.

Como o ambiente influencia o futuro da criança

Embora os cientistas ainda busquem entender quanto tempo essa "memória" dura, o impacto do ambiente é inegável. Por outro lado, a pesquisadora Anne Gallagher alerta que, se estímulos positivos ajudam, ambientes negativos também podem influenciar o desenvolvimento. Portanto, criar um entorno tranquilo, rico em conversas e músicas, é o melhor caminho para estimular o desenvolvimento da fala infantil de maneira saudável e prazerosa.

Em resumo, o cérebro de bebês é como uma esponja que absorve as nuances do mundo exterior. Aproveite os meses de espera para ler histórias em voz alta e apresentar novos sons. Afinal, essa conexão precoce fortalece o vínculo entre mãe e filho, além de preparar o caminho para que a criança explore o mundo com muito mais curiosidade e inteligência.

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