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Segundo especialista, você não deve pedir conselhos amorosos à IA

Os chatbots têm sido utilizados para esclarecer conflitos, suavizar mensagens, buscar dicas de encontros e até formular pedidos de desculpas

18 mar 2026 - 08h39
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Se antes os conselhos amorosos vinham de amigos, familiares ou de postagens on-line, muitas vezes feitas de forma anônima, hoje quem responde às dúvidas sobre relacionamentos é a Inteligência Artificial (IA). O problema é que a tecnologia, apesar da discrição e da rapidez nas respostas, pode não ser a melhor conselheira e até comprometer a forma como nos relacionamos.

A IA tem sido utilizada para esclarecer conflitos, suavizar mensagens, buscar dicas de encontros e até formular pedidos de desculpas
A IA tem sido utilizada para esclarecer conflitos, suavizar mensagens, buscar dicas de encontros e até formular pedidos de desculpas
Foto: pixabay/u_i8zn1ip7n1 / Bons Fluidos

Como a IA tem sido utilizada?

No âmbito amoroso, os usuários geralmente recorrem a chatbots para ensaiar conversas difíceis, suavizar mensagens durante conflitos ou formular pedidos de desculpas. Também é comum buscarem dicas para encontros e orientações sobre como se aproximar de alguém de interesse. Além disso, muitos utilizam essas ferramentas para desabafar sobre seus sentimentos, enquanto outros tiram dúvidas relacionadas à saúde e à vida sexual.

"Nesse sentido, a IA ajuda a dar sentido a situações que podem ser difíceis de discutir com outras pessoas e contribui para trazer clareza em um campo desconhecido", explicou a doutoranda em Saúde e Sociedade da Universidade McMaster, no Canadá, Maha Khawaja, em artigo publicado no 'The Conversation'.

De acordo com a profissional, a tecnologia também oferece uma alternativa para aqueles que não conseguem se consultar com psicólogos, seja por motivos financeiros ou pelo receio de se abrir. "Perguntas como 'Sou carente? Sou incapaz de ser amado? Sou o problema?' carregam vergonha, o que faz com que a revelação pareça arriscada. Um chatbot garante um espaço de baixo risco para narrar eventos e expressar o que poderia parecer muito exposto", apontou.

Riscos e orientações

Os pontos negativos são menos evidentes, mas ainda assim relevantes. Khawaja cita, por exemplo, que, a longo prazo, a tecnologia pode criar expectativas que os relacionamentos reais não conseguem atender. Isso ocorre porque oferece soluções rápidas e facilmente satisfatórias, baseadas em interpretações unilaterais, enquanto as relações humanas exigem desenvolvimento mais lento e lidam com conflitos e pressões.

Além disso, há o risco de dependência. Estudos sugerem que o feedback rápido e reforçador pode incentivar as pessoas a retornarem repetidas vezes. "Curiosamente, pesquisas recentes também observam que pessoas com estilos de apego ansioso são mais propensas a se tornarem emocionalmente dependentes da IA", destacou.

"Embora possa parecer coerente, a IA tende a simplificar as nuances em uma única narrativa e se concentra em uma conclusão limitada. Um chatbot só pode responder ao que lhe é apresentado; já profissionais treinados investigam, esclarecem e identificam lacunas", concluiu a especialista.

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