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Nefrite lúpica: entenda a complicação que afeta os rins

Entenda a nefrite lúpica, complicação silenciosa do Lúpus Eritematoso Sistêmico que pode comprometer os rins

22 mai 2026 - 12h21
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No Mês Mundial do Lúpus, celebrado em maio, especialistas chamam atenção para uma das complicações mais graves e silenciosas da doença: a nefrite lúpica, inflamação nos rins causada pelo Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES).
Embora o lúpus seja frequentemente associado a sintomas visíveis, como manchas na pele e sensibilidade ao sol, o comprometimento renal pode evoluir sem sinais aparentes e levar à perda irreversível da função dos rins, incluindo a necessidade de hemodiálise.

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, estima-se que entre 75 mil e 150 mil brasileiros convivam com nefrite lúpica. A condição afeta principalmente mulheres jovens e negras, população que também apresenta maior risco de evolução grave da doença.

De acordo com o estudo "Nefrite lúpica: avanços atuais e opções futuras para rastreamento e tratamento", publicado pela Sociedade Europeia de Medicina, cerca de 60% das pessoas com lúpus desenvolvem nefrite lúpica ao longo da vida, e até 30% podem evoluir para perda irreversível da função renal. A doença ocorre quando o sistema imunológico produz anticorpos que se depositam nos glomérulos, estruturas responsáveis pela filtração do sangue nos rins, provocando inflamação e comprometendo o funcionamento do órgão.

Os sinais iniciais costumam ser pouco específicos, como cansaço, dores articulares e manchas na pele após exposição solar, o que pode dificultar o reconhecimento da doença e atrasar o diagnóstico.

Para esclarecer dúvidas frequentes da população, o presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia, Dr. José Moura-Neto (JMN), explica mitos e verdades sobre o lúpus, a nefrite lúpica e a saúde renal, reforçando a importância da prevenção e do diagnóstico precoce para evitar danos permanentes aos rins.

"A nefrite lúpica sempre causa dor ou sintomas visíveis nos rins."

MITO. Nos estágios iniciais, a doença pode não causar sintomas evidentes. A dor não é um sintoma comumente associado aos rins, mesmo quando existe inflamação. Sinais como inchaço no corpo ou espuma na urina podem surgir apenas em fases mais avançadas.

"O diagnóstico precoce pode ser feito com exames de rotina."

VERDADE. Exames simples podem ajudar na identificação precoce da doença. O exame de urina pode detectar proteínas ou sangue, enquanto o exame de creatinina no sangue avalia a função renal. O acompanhamento regular com reumatologista e nefrologista é fundamental para monitorar a atividade da doença.

"A doença afeta principalmente mulheres jovens e negras."

VERDADE. O lúpus é mais frequente em mulheres em idade fértil, possivelmente pela influência de hormônios como o estrogênio no sistema imunológico. Fatores genéticos e desigualdades no acesso à saúde também contribuem para maior suscetibilidade e gravidade da doença em pessoas negras e pardas.

"O tratamento padrão atual é suficiente para controlar a doença."

MITO. Apesar das terapias disponíveis, parte dos pacientes ainda apresenta controle insuficiente da inflamação renal. Estudos indicam que menos de 40% dos pacientes alcançam resposta renal completa com o tratamento padrão, geralmente baseado em corticoides e imunossupressores.

"A inflamação nos rins aumenta o risco de morte."

VERDADE. A nefrite lúpica está associada a maior risco de complicações e mortalidade. Pacientes com comprometimento renal podem ter risco de morte de duas a seis vezes maior em comparação com aqueles que têm lúpus sem envolvimento dos rins. Em casos graves que exigem internação em UTI, a mortalidade pode chegar a 47%.

"Quem tem nefrite lúpica pode ter uma vida normal."

VERDADE. Quando diagnosticada precocemente e tratada adequadamente, a doença pode ser controlada, permitindo que muitos pacientes mantenham rotina de trabalho, estudos e atividades pessoais. O objetivo do tratamento é reduzir a inflamação e prevenir danos permanentes aos rins e a outros órgãos.

Revista Malu Revista Malu
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