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Grávidas podem fazer exercícios físicos?

Gravidez em movimento!

21 mai 2026 - 15h39
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Com cuidados, a gestação pode, sim, ser um período excelente para seguir com os exercícios físicos

A gravidez é, de longe, um dos períodos mais intensos da vida de alguém. Flutuações hormonais, mudanças físicas, a espera por uma nova vida no mundo… No meio dessa montanha-russa emocional, surge a dúvida: seguir ou não com os exercícios? E, embora a gestação seja um período mais frágil, isso não significa necessariamente sedentarismo. Com o acompanhamento correto, a prática de atividade física na gravidez não só é possível, como, dependendo do caso, é até necessária, já que colabora para a diminuição do inchaço, mau-humor e até para um parto mais tranquilo.

Freepik
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Foto: Revista Malu

Não só pode, quanto deve!

A ginecologista Julia Alencar garante que a prática regular de atividade física durante a gravidez traz inúmeros benefícios tanto para a mãe quanto para o bebê. "Entre eles, estão a melhora da circulação sanguínea, o controle do ganho de peso, a redução do risco de diabetes gestacional e hipertensão, o alívio de dores nas costas, a melhora do humor e da qualidade do sono. Além disso, mulheres ativas tendem a ter trabalho de parto mais rápido e recuperação pós-parto mais tranquila", explica. 

A dica para as gravidinhas está em investir nas atividades de baixo impacto. "Caminhadas, hidroginástica, natação, pilates para gestantes, yoga e musculação leve são ótimas opções. Esses exercícios ajudam a fortalecer a musculatura, melhorar a postura e preparar o corpo para o parto. Tudo deve ser feito com orientação e respeitando os limites do corpo."

As contraindicações

A ginecologista orienta que o primeiro passo para manter ou começar os exercícios é ter uma conversa franca com o seu obstetra. "Algumas condições médicas podem contraindicar exercícios na gravidez, como sangramentos, risco de parto prematuro, placenta prévia, hipertensão grave, doenças cardíacas ou pulmonares não controladas. Além disso, esportes de alto impacto, com risco de queda ou trauma abdominal — como equitação, esquiar, lutas e futebol — também devem ser evitados." 

Já no pós-parto, a dica é seguir respeitando os limites do próprio corpo. "O retorno à atividade física deve ser gradual e sempre com liberação médica. Em geral, para partos normais, é possível retomar atividades leves após cerca de 4 a 6 semanas. Já para cesáreas, o prazo costuma ser um pouco maior, respeitando a cicatrização da cirurgia. Exercícios focados na recuperação do assoalho pélvico e no fortalecimento abdominal são essenciais nesse período inicial", pontua.

Nada é proibido, mas tudo demanda cuidado

O personal trainer Cássio Fidlay explica que, no caso do treino em academia, não existe exatamente um exercício proibido para grávidas, mas tudo depende do condicionamento físico anterior e também de cada fase da gestação. "Se existem exercícios que você já estava habituada e tem uma boa consciência corporal, pode fazê-los, desde que seguindo as recomendações médicas, é claro; mas evite exercícios que forcem a parede abdominal, como a prancha, já que ela pode aumentar a diástase. Porém, o mais importante é prestar atenção à frequência cardíaca, inclusive fazendo uso de medidor", orienta. 

Outro ponto essencial é ter atenção aos sangramentos, inclusive nasais. "Na gestação, o fluxo sanguíneo já é aumentado, e, durante o treino, isso piora, podendo assim ocorrer sangramento no nariz. Se notar um leve sangramento, diminua imediatamente a intensidade."

A cada trimestre, um treino

Segundo Cássio, o segredo para uma rotina saudável de exercícios para mamãe e bebê durante a gestação está no respeito a cada fase, sempre orientado por um profissional. "O personal precisa ser capacitado para atender grávidas e entender os cuidados necessários. Além disso, não se pode arriscar a fazer os exercícios de memória, sem uma organização, por exemplo, pois o risco de lesão é alto, as articulações estão mais frágeis e todo cuidado é pouco." 

O personal trainer explicou os cuidados para um treino com segurança, dividido por trimestre:

  • Primeiro trimestre: "Fase de formação do bebê, invista em um treino bem tranquilo, básico e sem inovações, com frequência cardíaca leve." 
  • Segundo trimestre: "Siga o treino que a mãe está acostumada a fazer, com atenção à frequência cardíaca, para não mantê-la acima de 140 bpm por muito tempo."
  • Terceiro trimestre: "Fase bem importante, o pulmão do bebê está terminando de se formar, então há necessidade de diminuir as cargas. A barriga está maior, alterando o centro de gravidade da mãe, o que pode causar dores lombares. Por isso, é preciso investir em fortalecer essa região." 
  • A partir do sétimo mês: "Evite fazer exercícios de barriga para cima por muito tempo, para não obstruir a veia cava. Essa compressão pode dificultar o retorno sanguíneo, causando desconforto e podendo comprometer a vida do bebê." 
Revista Malu Revista Malu
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