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Marcos Oliveira se pronuncia após polêmica com o Retiro dos Artistas: 'Não quero confusão'

Após repercussão de críticas, ator explica contexto das falas e levanta debate sobre convivência e sexualidade na terceira idade

27 mar 2026 - 17h09
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Após a repercussão de declarações sobre o Retiro dos Artistas, o ator Marcos Oliveira, de 69 anos, decidiu se pronunciar publicamente. Conhecido pelo papel de Beiçola em A Grande Família, ele usou as redes sociais para esclarecer suas falas, pedir desculpas e contextualizar o momento delicado que atravessa.

Marcos Oliveira pede desculpas após polêmica envolvendo o Retiro dos Artistas e reacende discussão sobre rotina e convivência 
Marcos Oliveira pede desculpas após polêmica envolvendo o Retiro dos Artistas e reacende discussão sobre rotina e convivência
Foto: Reprodução/Instagram / Bons Fluidos

Segundo o artista, suas declarações anteriores aconteceram em meio a um período de fragilidade emocional e física. "De novo [estou] no meio da bagunça. Eu quero dizer que dei uma entrevista geral e bonita para a Veja em janeiro. Eu estava em um momento de muita angústia, passando mal, então quero que as pessoas considerem isso, porque pincelaram dessa entrevista e fizeram esse pandemônio para sobreviverem", afirmou.

Em tom conciliador, ele reforçou que não teve a intenção de ferir ninguém. "Quero pedir desculpas, que essa não é a minha intenção, de ofender ninguém, cada um tem um processo. O meu processo... Eu ainda estou de colostomia, que dói pra dedéu, preciso trabalhar, preciso operar. Enfim, eu não quero confusão com ninguém. Tem vidas humanas aqui no Retiro. Espero que vocês me perdoem por tudo mais uma vez e vamos em frente, que eu tenho que trabalhar", completou.

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O que gerou a polêmica

A controvérsia teve início após a divulgação de trechos de uma entrevista em que o ator comentou aspectos do cotidiano no Retiro dos Artistas. Entre os pontos levantados, ele mencionou dificuldades de convivência, especialmente durante as refeições.

"Viver aqui é ótimo, só que tem que se adaptar, porque aqui não tem uma conduta geral para conviver, entendeu? Aí você vai e aguenta. Na hora do almoço, é uma refeição que eles [outros moradores] falam para caral*o, gritam... A relação deles é gritar. Eu falo assim: você pode sair da favela, mas a favela nunca sai de você. O comportamento é muito mal educado. Fico quieto, vou lá, aguento numa boa", disse.

Outro tema abordado foi a questão da sexualidade na terceira idade. Marcos destacou o desejo por afeto e intimidade, afirmando que esse aspecto ainda existe mesmo com o passar dos anos. "A gente, mesmo velho, a sexualidade existe no inconsciente. Há o desejo sexual noturno e isso não se toca no assunto. Velho não é para sentir prazer, não é para ter relação. Não quero fazer um sexo Cirque Du Soleil, que sobe e desce, mas é uma troca de carinho e, aqui, não pode ter isso", declarou.

Como funciona o Retiro dos Artistas

Diante da repercussão, a direção da instituição também se posicionou. Em entrevista à Quem, a diretora Cida Cabral explicou que o espaço segue regras específicas para garantir organização, segurança e bem-estar coletivo. "O que a gente procura fazer é não misturar as coisas. Aquele que ainda tem o seu desejo sexual aflorado, pode, sim, explorar, mas fora do Retiro. Se ele tem desejo sexual aflorado, isso significa que tem uma condição física e psicológica de sair e explorar esse desejo. Eu lido com cerca de 60 idosos numa faixa etária de 70 anos. Se cada um deles quiser explorar seu desejo sexual dentro de uma instituição para idosos, o que viraria?", pontuou.

Ela também destacou que o local recebe visitas de familiares e amigos, mas precisa manter um controle rigoroso por conta das normas institucionais e da fiscalização. "Ela [a instituição] foi criada para abrigar artistas em situação de vulnerabilidade, onde temos uma série de coisas a cumprir e de prestações de contas para dar ao Ministério Público, porque somos fiscalizados. Como podemos deixar esse tráfego de pessoas [estranhas]? É diferente quando a pessoa tem um parceiro fixo, mas querer explorar com um, dois, três... isso vai criar um fluxo. De forma simples e direta: todos têm o direito de explorar seu direito sexual, mas não dentro da instituição, infelizmente", explicou.

Bons Fluidos
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