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Lúcia Helena Galvão alerta sobre viver no piloto automático: 'Banalizamos a vida'

Filósofa explica como a perda da curiosidade diante da rotina corrida pode nos afastar de perguntas importantes sobre a própria existência

13 ago 2026 - 13h40
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A rotina pode ser tão automática que até as perguntas mais fundamentais deixam de fazer parte do dia a dia. Para a professora e filósofa Lúcia Helena Galvão, recuperar a curiosidade é uma maneira de olhar novamente para aquilo que costumamos considerar óbvio.

Lúcia Helena Galvão explica como a perda da curiosidade pode nos afastar de perguntas importantes sobre a própria existência
Lúcia Helena Galvão explica como a perda da curiosidade pode nos afastar de perguntas importantes sobre a própria existência
Foto: Reprodução/Youtube / Bons Fluidos

Durante uma participação no 'Podcast Filosofia', a especialista chamou atenção para a quantidade de questões que acompanham a humanidade, mesmo quando deixamos de refletir sobre elas. "Os elementos fundamentais que estão balizando a nossa vida são mistérios", apontou.

O alerta de Lúcia Helena Galvão

Segundo Lúcia Helena, a curiosidade não precisa estar ligada apenas à busca por grandes respostas. Isso porque somente o próprio ato de perguntar pode ampliar a percepção sobre experiências que fazem parte da existência.

Para mostrar como ainda existem perguntas sem respostas definitivas, que devem continuar sendo alvo de questionamentos, Lúcia Helena menciona a consciência, a morte e o sentido da existência. Nesse contexto, ela lembra que até a inteligência artificial busca reproduzir aspectos da consciência humana, embora nós mesmos ainda não compreendamos completamente esse fenômeno.

Para ela, o problema está justamente em aceitar a realidade sem tentar enxergá-la por outros ângulos. Quando isso acontece, experiências importantes podem perder o espaço que merecem na nossa atenção. "E a gente às vezes perde a curiosidade, que coisa incrível, né? Ou seja, nós acordamos e dormimos com o mistério e banalizamos a vida. Não perguntamos mais nada", afirmou.

No entanto, conforme aponta a especialista, questionar não significa encontrar uma resposta definitiva para tudo. Pelo contrário: algumas perguntas acompanham a humanidade justamente porque permanecem abertas.

A reflexão de Lúcia Helena convida, então, a recuperar uma postura mais atenta diante do cotidiano. Em vez de apenas cumprir tarefas e seguir a rotina, podemos observar, estranhar e perguntar novamente. Assim, manter a curiosidade também pode ser uma forma de não passar pela vida no piloto automático.

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