Script = https://s1.trrsf.com/update-1786557910/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Acidente com crianças: médico alerta para 7 erros comuns

Médico emergencista explica o que evitar e quando procurar ajuda

13 ago 2026 - 10h59
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Acidentes domésticos com crianças podem ser perigosos e exigem cautela dos responsáveis. Erros comuns, como aplicar receitas caseiras em queimaduras ou esperar sinais graves para buscar ajuda, podem piorar a situação. O médico Yuri Castro alerta para a importância de agir corretamente, priorizar a segurança e procurar auxílio médico sempre que necessário. 👶⚠️

De aplicar receitas caseiras em queimaduras a ignorar sinais depois de uma queda, algumas atitudes bem-intencionadas podem dificultar o atendimento e aumentar os riscos

Um acidente doméstico envolvendo uma criança costuma provocar uma reação imediata nos adultos: tentar resolver o problema o mais rápido possível. O problema é que, no susto, algumas atitudes aparentemente inofensivas podem não ser adequadas e, dependendo da situação, até agravar o quadro.

Foto: Revista Malu

Quedas, queimaduras, engasgos, intoxicações e afogamentos estão entre as ocorrências que podem levar crianças aos serviços de emergência. Para o médico emergencista Yuri Castro, saber principalmente o que não fazer pode ser tão importante quanto reconhecer quando é necessário buscar atendimento.

"Em uma situação de emergência, é natural que os pais queiram agir imediatamente. Mas é importante evitar medidas caseiras e reconhecer os sinais que indicam que a criança precisa de avaliação profissional. A prioridade deve ser manter a segurança, observar a criança e buscar ajuda quando houver sinais de gravidade", explica.

7 erros mais comuns em acidente com crianças

1- Passar pasta de dente, manteiga ou outros produtos em queimaduras

Receitas caseiras ainda são bastante utilizadas para tentar aliviar queimaduras, mas não são recomendadas. Pasta de dente, manteiga, café, óleo e outros produtos podem contaminar a área lesionada e dificultar a avaliação e o tratamento.

A orientação inicial para uma queimadura térmica é resfriar a região com água corrente em temperatura ambiente por cerca de 20 minutos. Dependendo da extensão e da localização da lesão, é necessário procurar atendimento médico.

2 - Provocar vômito depois que a criança ingere um produto ou medicamento

Quando uma criança ingere algo potencialmente tóxico, provocar vômito por conta própria não é uma medida segura. "Dependendo da substância, o vômito pode provocar uma nova exposição do esôfago ao produto e aumentar o risco de lesões", explica Yuri.

A conduta deve ser orientada por um profissional. É importante identificar o que foi ingerido e procurar atendimento, levando a embalagem ou o nome da substância sempre que possível.

3 - Considerar que uma batida na cabeça não é importante porque a criança parou de chorar

Chorar após uma queda é uma reação comum, mas parar de chorar não significa necessariamente que não houve lesão.

Após um trauma na cabeça, os responsáveis devem observar o estado geral da criança e ficar atentos a sinais como perda de consciência, vômitos repetidos, convulsões, sonolência incomum, dificuldade para acordar, alteração importante do comportamento ou dificuldade para caminhar. Na presença desses sinais, é necessária avaliação médica urgente.

4 - Colocar os dedos na boca da criança durante um engasgo

Na tentativa de retirar o alimento ou objeto, o adulto pode tentar colocar os dedos na boca da criança sem conseguir visualizar o que está causando a obstrução.

"Isso pode empurrar o objeto ainda mais para dentro. Em caso de engasgo, a conduta depende da idade da criança e de ela estar ou não conseguindo tossir e respirar. Quando há obstrução grave das vias aéreas, é uma emergência e o SAMU deve ser acionado", orienta o médico.

5 - Dar medicamentos por conta própria depois de um acidente

A vontade de aliviar dor ou desconforto pode levar os responsáveis a oferecer medicamentos sem orientação.

Porém, a escolha do medicamento e da dose depende de fatores como idade, peso, sintomas e situação clínica. Além disso, alguns sintomas podem ser importantes para a avaliação médica. "Depois de um trauma ou acidente, não é recomendado simplesmente medicar e esperar para ver se melhora quando existem sinais de alerta", afirma Yuri.

6 - Deixar de observar a criança porque ela parece bem naquele momento

Alguns acidentes podem apresentar sinais de gravidade que não são percebidos imediatamente.

Por isso, depois de uma ocorrência, os responsáveis devem observar o comportamento e o estado geral da criança. Surgimento ou piora de sintomas, dificuldade respiratória, vômitos persistentes, alteração de consciência ou comportamento e dor intensa são motivos para procurar avaliação médica.

7 - Esperar a situação piorar para procurar atendimento

Um dos principais erros é acreditar que procurar ajuda significa necessariamente chamar uma ambulância. Nem todo acidente precisa de atendimento pré-hospitalar, mas alguns sinais exigem resposta rápida.

"Se houver dificuldade importante para respirar, perda de consciência, convulsões, sangramento intenso, afogamento ou suspeita de trauma grave, não é uma situação para esperar em casa. O SAMU, pelo telefone 192, pode orientar e enviar uma equipe quando necessário", explica o emergencista.

Quando procurar um pronto-atendimento?

A decisão depende do tipo de acidente e dos sintomas apresentados. Ferimentos que possam precisar de pontos, suspeita de fratura, queimaduras relevantes, dor intensa, alterações após trauma ou sintomas persistentes devem ser avaliados por um profissional.

Em situações de dúvida, especialmente quando o comportamento da criança está diferente do habitual, a orientação é procurar avaliação médica.

Prevenção continua sendo a melhor estratégia

Embora nem todos os acidentes possam ser evitados, algumas medidas reduzem significativamente os riscos dentro de casa: manter medicamentos e produtos de limpeza fora do alcance das crianças, instalar redes de proteção, utilizar barreiras em escadas, manter cabos de panelas voltados para dentro do fogão, escolher brinquedos adequados à faixa etária e nunca deixar crianças pequenas sozinhas próximas à água.

"Os adultos não conseguem eliminar todos os riscos do ambiente, mas podem reduzir a exposição da criança a situações perigosas e, principalmente, saber reconhecer quando um acidente deixou de ser uma situação simples e passou a exigir atendimento", conclui Yuri.

Revista Malu Revista Malu
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra