Jaclyn Smith e o transtorno obsessivo-compulsivo: a revelação da estrela de As Panteras
A eterna detetive Kelly Garrett revelou em biografia que lida com uma forma incomum da condição desencadeada pelo luto na infância
Aos 80 anos, a atriz Jaclyn Smith, estrela de As Panteras, revelou em seu novo livro que convive com uma forma incomum de transtorno obsessivo-compulsivo desde os 12 anos. O quadro surgiu após o luto pela perda de um tio, levando-a a rituais de orações para lidar com o medo do abandono. Ela se autodiagnosticou na faculdade de Psicologia, superou um prognóstico errado de infertilidade decorrente do estresse da época, teve dois filhos e afirma ter aprendido com a idade que não pode controlar tudo.
A atriz americana Jaclyn Smith, eternizada como a detetive Kelly Garrett no clássico da televisão As Panteras, pegou os fãs de surpresa ao compartilhar detalhes íntimos sobre sua saúde mental. Aos 80 anos, a artista revelou em seu livro I Once Knew a Guy Named Charlie que convive com uma forma incomum de transtorno obsessivo-compulsivo desde os 12 anos de idade.
A origem dos sintomas esteve diretamente ligada ao luto pela perda de um tio em decorrência do alcoolismo. Diante da dor e do medo de perder pessoas próximas, a jovem passou a criar rituais de orações e sacrifícios.
Em entrevista à revista People, a estrela explicou como esse comportamento funcionava em sua rotina: "É uma forma realmente incomum de TOC. Tudo girava em torno de entes queridos, oração, sacrifício e manifestação. Isso simplesmente aliviava minha ansiedade e meu nervosismo em relação às pessoas que amo tanto, e eu não queria perdê-las".
A descoberta de Jaclyn Smith e o transtorno obsessivo-compulsivo
O estresse extremo provocado pelo luto desregulou seu ciclo menstrual, e um médico da época afirmou que ela teria dificuldades para engravidar. Sobre a abordagem recebida na juventude, a atriz declarou em sua obra: "Em um nível puramente humano, foi cruel dizer a uma adolescente ansiosa e em luto que ela poderia ser infértil".
Anos depois, enquanto estudava Psicologia na faculdade, a artista reconheceu os próprios padrões de comportamento nos livros acadêmicos. Ela relembrou a sensação de entender o que acontecia com sua mente: "Não é nada agradável receber um diagnóstico (ou se autodiagnosticar) de um transtorno psiquiátrico, mas ao mesmo tempo senti um alívio. Havia um nome para isso, e eu não estava sozinha!".
Mãe de dois filhos, Jaclyn Smith superou o prognóstico médico inicial. Hoje, descreve a maternidade como a melhor parte de sua trajetória. Com o amadurecimento, aprendeu a lidar com as incertezas da vida e concluiu: "Você só quer pegar cada gota de chuva, mas aprendi com a idade que não se pode controlar tudo. Simplesmente não se pode".
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