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Deixar o bigode crescer? Entenda por que mais mulheres estão fazendo essa escolha

Movimento nas redes sociais incentiva mulheres a fazerem escolhas conscientes sobre os pelos do buço, sem seguir imposições de beleza

30 jul 2026 - 21h28
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O chamado bigode feminino tem aparecido cada vez mais nas redes sociais. Influenciadoras e criadoras de conteúdo passaram a mostrar os pelos do buço com naturalidade. Assim, abriram espaço para um debate sobre autoestima, autonomia e padrões de beleza. Em vez de tratar a remoção dos pelos como uma obrigação, muitas mulheres defendem o direito de escolher. Algumas preferem retirar os fios, outras decidem mantê-los. Em ambos os casos, o foco está na liberdade de decidir sem julgamentos.

Cada vez mais mulheres têm questionado padrões estéticos e escolhido manter os pelos do buço como expressão de autonomia e liberdade sobre o próprio corpo
Cada vez mais mulheres têm questionado padrões estéticos e escolhido manter os pelos do buço como expressão de autonomia e liberdade sobre o próprio corpo
Foto: Ildar Abulkhanov/Gettyimages / Bons Fluidos

Em entrevista ao 'O Globo', a visagista e terapeuta capilar, Mari Borges, afirmou que esse movimento representa uma nova forma de enxergar a própria imagem. "Como profissional da beleza, não acredito que exista certo ou errado. Existe escolha. Se uma mulher se sente feliz mantendo os pelos do buço, essa decisão merece respeito. Da mesma forma, quem prefere removê-los não está sendo menos autêntica nem presa a padrões. O mais importante é que essa decisão seja consciente e reflita quem ela realmente é", afirmou.

Os pelos podem mudar a percepção do rosto?

Segundo a especialista, os pelos do buço alteram discretamente a leitura visual do rosto. No entanto, isso não significa que exista uma aparência considerada ideal. A especialista explicou que os fios influenciam a incidência da luz e o contraste facial. Como consequência, algumas características podem ganhar mais destaque.

"O buço interfere na percepção da luz e do contraste facial. Quando os pelos estão presentes, a região central do rosto pode ganhar mais sombra e uma sensação de maior peso visual. Sem eles, normalmente há uma leitura mais leve, com destaque para os lábios e uma aparência de pele mais uniforme", afirmou. Ainda assim, ela reforça que essas diferenças são sutis. Além disso, fazem parte das características naturais de cada pessoa.

A beleza deixa de ser uma obrigação

Ao mesmo tempo, o mercado da beleza também passa por mudanças. Hoje, cresce a valorização de atendimentos personalizados e do respeito às características individuais. Por isso, procedimentos estéticos deixam de ser vistos como uma exigência. Em vez disso, tornam-se apenas uma opção para quem deseja modificar algum aspecto da aparência. Segundo Mari Borges, toda intervenção deve nascer da vontade da própria pessoa. A pressão social, portanto, não deve orientar essa decisão.

"A beleza nunca deveria ser uma imposição. Também não significa abrir mão de recursos que podem valorizar nossos traços, caso essa seja a vontade da pessoa. O problema não está em remover ou manter os pelos, mas em fazer isso apenas para atender expectativas externas. A melhor tendência continua sendo a de fazer escolhas conscientes, e não simplesmente seguir o que está em alta", concluiu ao O Globo.

A escolha importa mais do que a tendência

Mais do que lançar uma nova moda, o debate sobre o bigode feminino amplia a discussão sobre autonomia. Afinal, diferentes formas de viver a própria aparência podem coexistir. Enquanto algumas mulheres preferem remover os pelos, outras optam por mantê-los aparentes. Nenhuma escolha é mais correta do que a outra. O que realmente importa é que cada decisão reflita a vontade da própria mulher. Dessa forma, a autoestima deixa de depender da aprovação externa e passa a estar ligada à liberdade de ser quem se é.

Bons Fluidos
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