Script = https://s1.trrsf.com/update-1789154714/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Oferecimento Logo do patrocinador
Publicidade

Como estudar para as provas: 5 erros que todo mundo comete

Especialista revela 5 falhas na rotina de estudos

14 set 2026 - 17h46
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Um estudo de 2025 revelou que métodos ativos de estudo, como testar a própria memória, são mais eficazes do que hábitos passivos como reler, copiar conteúdos ou grifar textos em excesso. Alunos que praticaram a recuperação da matéria obtiveram melhor desempenho do que os que apenas releram. Especialistas alertam que maratonar videoaulas e acumular horas de estudo não garantem aprendizado real, recomendando que os estudantes se autoavaliem e expliquem os temas com as próprias palavras.

Pesquisa de 2025 reforça que estratégias mais ativas podem favorecer a aprendizagem; especialista em educação explica como estudantes podem aproveitar melhor o tempo dedicado aos estudos

Grifar páginas inteiras, copiar o conteúdo para o caderno e reler várias vezes a matéria antes da prova são hábitos comuns entre estudantes e podem até transmitir a sensação de que o estudo está rendendo. Mas será que estar ocupado estudando significa, necessariamente, estar aprendendo? Com a chegada da reta final do ano letivo, a forma como crianças e adolescentes utilizam o tempo dedicado aos livros pode fazer diferença no desempenho.

Foto de Iewek Gnos na Unsplash
Foto de Iewek Gnos na Unsplash
Foto: Revista Malu

Um estudo publicado em agosto de 2025 na revista científica Frontiers in Psychology reforça a importância de estratégias mais ativas de aprendizagem. A pesquisa, realizada com estudantes de 10 e 11 anos em um ambiente escolar real, comparou a simples releitura de conteúdos com a chamada prática de recuperação, em que os alunos precisavam buscar na memória aquilo que haviam estudado. Em uma das etapas, o grupo que utilizou a estratégia ativa alcançou média de 67,7% de acertos, enquanto o grupo que releu o material ficou em 41,3%. Os pesquisadores concluíram que testar o próprio conhecimento pode favorecer a aprendizagem mais do que apenas reler o conteúdo.

Para Cláudia Mialichi, gerente educacional do Colégio Objetivo DF, o resultado chama a atenção para uma questão importante: a quantidade de horas ou de páginas preenchidas nem sempre representa o aprendizado efetivo dos alunos. "É comum o estudante associar um caderno cheio de anotações, muitas marcações e horas diante dos livros a um estudo eficiente. Mas aprender exige uma participação ativa. Explicar um assunto com as próprias palavras, responder a uma questão sem consultar o material e identificar o que a pessoa ainda não compreendeu são formas de perceber com mais clareza o que ela realmente assimilou", explica.

A especialista aponta cinco hábitos comuns que podem ser repensados para tornar o estudo mais eficiente:

1. Grifar praticamente todo o texto

O marca-texto pode ser um aliado, desde que seja utilizado para selecionar informações realmente importantes. Quando praticamente toda a página é destacada, fica mais difícil estabelecer uma hierarquia entre os conteúdos. Uma alternativa é fazer primeiro a leitura completa e, depois, voltar ao texto para identificar conceitos, palavras-chave e informações essenciais.

2. Copiar páginas inteiras para o caderno

Escrever pode fazer parte do processo de aprendizagem, mas simplesmente reproduzir grandes trechos do livro ou do quadro não garante que o estudante tenha compreendido o assunto. Elaborar resumos com as próprias palavras, criar perguntas ou explicar o conteúdo como se estivesse ensinando outra pessoa exige uma participação maior durante o estudo.

3. Assistir a muitas videoaulas sem testar o que aprendeu

Os vídeos podem ser úteis para revisar conteúdos e esclarecer dúvidas, mas assistir a várias aulas em sequência pode transmitir uma sensação de familiaridade com o assunto. Depois do vídeo, vale fechar o material e tentar responder perguntas ou resolver exercícios. É justamente essa tentativa de recuperar a informação da memória que a pesquisa publicada em 2025 encontrou como mais vantajosa do que a simples releitura.

4. Passar horas estudando o mesmo conteúdo de uma vez

Estender o estudo por horas, principalmente às vésperas de uma avaliação, não é necessariamente a melhor estratégia. A própria literatura discutida pelos pesquisadores aponta benefícios de distribuir o aprendizado ao longo do tempo, embora o estudo de 2025 não tenha encontrado diferença significativa entre os dois intervalos específicos testados. Por isso, mais do que apostar em uma maratona na véspera, o estudante pode organizar uma rotina que permita contato recorrente com os conteúdos.

5. Apenas reler a matéria antes da prova

Este talvez seja um dos hábitos que mais dão a impressão de domínio. Ao encontrar repetidamente uma informação conhecida, o estudante pode sentir que sabe aquele conteúdo. O problema aparece quando precisa responder sem o livro por perto. Uma estratégia simples é terminar a leitura, fechar o material e tentar escrever ou falar tudo o que consegue lembrar. Depois, basta conferir o que acertou, o que esqueceu e quais pontos ainda precisam ser revistos.

Para Cláudia, especialmente na reta final do ano letivo, perceber como se estuda pode ser tão importante quanto definir quanto tempo será dedicado aos estudos. "Quando as notas não correspondem ao esforço, a primeira reação pode ser aumentar ainda mais as horas de estudo. Antes disso, é importante avaliar a estratégia. O aluno precisa aprender também a reconhecer o que funciona para ele, identificar suas dificuldades e participar ativamente da construção do conhecimento. Estudar melhor não significa necessariamente estudar por mais tempo", conclui.

Revista Malu Revista Malu
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra