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Como diferenciar gripe, resfriado e alergias respiratórias?

Você sabia que nem todo nariz entupido é gripe? Especialista ajuda a diferenciar

4 jul 2026 - 08h02
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Resumo
Nariz entupido e espirros podem indicar gripe, resfriado ou alergia respiratória. Especialistas destacam a importância de diferenciar os sintomas para garantir diagnósticos e tratamentos adequados, melhorando a qualidade de vida. Vacinação e exames específicos ajudam na prevenção e no controle das condições. Procure um médico se os sintomas persistirem ou forem frequentes. 🤧

Especialista explica como diferenciar gripe, resfriado e alergias respiratórias e quando é hora de procurar ajuda médica

Nariz entupido, espirros frequentes, coriza e tosse persistente costumam ser associados automaticamente à gripe ou ao resfriado durante o inverno. No entanto, esses sintomas também podem indicar alergias respiratórias, que tendem a se intensificar nesta época do ano.

Foto: Revista Malu

Isso acontece porque, com as temperaturas mais baixas, é comum permanecer mais tempo em ambientes fechados e pouco ventilados, favorecendo o contato com ácaros, mofo e pelos de animais — alguns dos principais desencadeadores das alergias.

Além disso, o cenário deste inverno exige atenção. Segundo levantamento do Instituto Todos pela Saúde (ITpS), com base em dados do DataSUS, o Brasil registrou 3.584 casos de influenza A e B nas primeiras 11 semanas epidemiológicas de 2026, um aumento de 95% em relação ao mesmo período do ano passado. Às vésperas do Dia Mundial da Alergia, celebrado em 8 de julho, cresce a importância de saber diferenciar infecções virais de quadros alérgicos.

Qual é a diferença entre gripe, resfriado e alergia?

Embora apresentem sintomas semelhantes, as três condições têm causas diferentes. A gripe e o resfriado são provocados por vírus. A gripe costuma causar febre, dores no corpo, cansaço intenso e mal-estar, enquanto o resfriado geralmente provoca sintomas mais leves.

Já as alergias respiratórias são uma reação exagerada do sistema imunológico a substâncias presentes no ambiente, como ácaros, fungos, poeira e pelos de animais. Nesses casos, a febre normalmente não está presente.

Segundo a alergista e imunologista Ana Paula Castro, muitas pessoas convivem por anos com alergias sem receber o diagnóstico correto. "Muitas vezes, o que parece um resfriado recorrente é, na verdade, um quadro alérgico que nunca foi investigado. Quando os sintomas aparecem repetidamente, principalmente sem febre e por períodos prolongados, é importante buscar avaliação médica", explica.

A especialista ressalta que crianças podem apresentar congestão nasal constante, espirros frequentes e dificuldades para dormir, o que pode comprometer o sono, o aprendizado e a qualidade de vida. Nos idosos, a semelhança entre os sintomas também pode dificultar o diagnóstico.

Sinais que podem indicar alergia respiratória

Além da congestão nasal e da coriza, alguns sintomas costumam ser mais característicos das alergias:

  • Espirros em sequência;
  • Coceira no nariz;
  • Coceira e lacrimejamento nos olhos;
  • Tosse persistente;
  • Sintomas que aparecem com frequência ou duram várias semanas;
  • Ausência de febre.

Quando procurar um médico?

Se os sintomas persistirem por vários dias, voltarem com frequência ou não melhorarem com os tratamentos habituais para gripe e resfriado, o ideal é buscar avaliação médica.

Segundo Patrícia Munerato, Diretora Sênior do Grupo de Diagnósticos Especializados da Thermo Fisher Scientific na América Latina, identificar corretamente a causa dos sintomas faz toda a diferença. "Muitas pessoas se acostumam a se sentir mal durante o inverno e passam a considerar esses sintomas parte da estação. Quando isso acontece, a investigação costuma ser adiada. Identificar corretamente a causa do problema é fundamental para que médicos e pacientes possam tomar decisões mais assertivas sobre acompanhamento e tratamento."

Ela reforça que a vacinação continua sendo uma das principais formas de prevenção contra a gripe, especialmente para crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas. Já nos casos em que os sintomas persistem ou retornam com frequência, exames laboratoriais que avaliam a IgE específica podem auxiliar na identificação dos alérgenos responsáveis pelas reações, contribuindo para um diagnóstico mais preciso.

Com o diagnóstico correto, é possível iniciar o tratamento mais adequado, evitar o uso desnecessário de medicamentos e melhorar a qualidade de vida de quem convive com alergias respiratórias.

Revista Malu Revista Malu
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