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Como a jardinagem pode ser terapêutica e reduzir sintomas de ansiedade?

Cuidar de plantas melhora alimentação, movimento e calma: estudo liga jardinagem à redução de estresse e ansiedade

27 set 2025 - 14h10
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A jardinagem vai muito além de regar plantas ou esperar que elas floresçam. É um convite para abrandar o ritmo da vida moderna e se reconectar com o essencial. O simples ato de mexer na terra, observar um broto nascer ou colher uma folha cultivada com carinho pode transformar a rotina em momentos de presença, relaxamento e propósito.

Jardinagem terapêutica: estudo mostra benefícios da prática no bem
Jardinagem terapêutica: estudo mostra benefícios da prática no bem
Foto: estar e saúde; saiba mais sobre a atividade - Reprodução: Canva/AlexRaths / Bons Fluidos

Mais do que uma atividade prazerosa, a jardinagem tem ganhado destaque em estudos científicos por seus impactos positivos na saúde física e mental. Pesquisas recentes mostram que ela pode reduzir o estresse e a ansiedade, estimular hábitos mais saudáveis, fortalecer o corpo e até contribuir para a prevenção de doenças. Ou seja, ao mesmo tempo em que cultivamos hortaliças e flores, também cultivamos bem-estar.

O que a ciência encontrou

Pesquisadores da Universidade do Colorado (EUA) conduziram um estudo randomizado e controlado para investigar os efeitos da jardinagem, especialmente em contextos comunitários. O resultado foi: participar de hortas coletivas aumentou a ingestão diária de fibras, elevou o tempo de atividade física semanal e reduziu sintomas de estresse e ansiedade.

A pesquisa, publicada em janeiro de 2023 na revista The Health, também ajuda a explicar achados de estudos menores. Quem cultiva costuma comer mais frutas e verduras e manter um peso mais saudável. A diferença agora é a robustez metodológica e o foco em jardinagem comunitária, apontando um potencial real de prevenção de doenças crônicas, câncer e transtornos mentais.

A atividade da jardinagem traz uma série de benefícios à saúde mental, ajuda a desenvolver habilidades pessoais, novos aprendizados, melhora o desenvolvimento cognitivo. Resgata a autonomia das pessoas, auxilia na resolução de problemas e na tomada de decisão. Quando realizada em grupo, a socialização também se torna um ponto chave.

Hortas terapêuticas: um refúgio possível em qualquer espaço

  • Bem-estar emocional: rotina de plantar, cuidar e colher traz propósito, relaxa e reduz a ansiedade;
  • Atenção plena (mindfulness): toque das folhas, aromas, sons e texturas ancoram no presente;
  • Corpo em movimento: cavar, podar e carregar pequenos pesos mobilizam músculos; o sol auxilia na vitamina D;
  • Vínculo social: projetos comunitários conectam vizinhos e criam redes de apoio.

Como começar?

  1. Escolha um cantinho luminoso (4-6h de sol). Varanda, janela, corredor ensolarado ou jardim;
  2. Comece fácil: alecrim, manjericão, hortelã, alface, cebolinha, lavanda e suculentas;
  3. Crie uma rotina curta e gostosa: 10-15 min para regar, observar pragas, tirar folhas secas;
  4. Substrato e adubo vivos: composto caseiro, húmus de minhoca e cobertura morta (palha/folhas);
  5. Controle orgânico: alecrim/hortelã como barreiras naturais; chá de alho e pimenta contra pulgões.

Jardinagem terapêutica é mais do que hobby: é estratégia de saúde acessível. Do punhado de terra ao ninho social da horta comunitária, cultivar plantas reorganiza a rotina, acalma a mente, movimenta o corpo e aproxima as pessoas.

Bons Fluidos
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