Cardiologia intervencionista: o que é e para quem é indicada?
No dia dedicado à especialidade, entenda como procedimentos realizados por cateter podem ajudar no cuidado de diferentes doenças cardiovasculares
A cardiologia intervencionista utiliza cateteres para diagnosticar e tratar problemas cardiovasculares, como doença arterial coronariana, infartos e cardiopatias congênitas. Com procedimentos minimamente invasivos, como angioplastias e implantes de stents, a especialidade evita grandes cirurgias convencionais, reduzindo o sangramento, o tempo de internação e o período de recuperação, embora a indicação dependa sempre de uma avaliação médica individualizada de cada quadro.
Cateterismo, angioplastia e implante de stent são procedimentos conhecidos por muitos pacientes. O que nem todos sabem é que eles fazem parte da cardiologia intervencionista, área que utiliza cateteres para investigar e tratar diferentes problemas do coração e dos vasos sanguíneos.
Celebrado nesta quarta-feira (16), o Dia Internacional da Cardiologia Intervencionista chama a atenção para uma especialidade que permite realizar diferentes procedimentos sem as grandes incisões de uma cirurgia cardíaca convencional. Para isso, o médico introduz um pequeno tubo, chamado cateter, por meio de uma punção em uma artéria ou veia.
Por esse acesso, o especialista consegue chegar à região afetada e definir a intervenção adequada. Dependendo do problema, pode desobstruir uma artéria, corrigir determinadas alterações ou implantar dispositivos, como stents e oclusores.
Cardiologia intervencionista atende diferentes doenças
Na maioria dos casos, o cardiologista clínico encaminha o paciente para a especialidade após identificar uma alteração que exige investigação específica ou que pode receber tratamento por cateter.
Entre as principais condições está a doença arterial coronariana, na qual placas estreitam ou bloqueiam as artérias responsáveis por levar sangue ao coração. Em alguns pacientes, a angioplastia abre a região obstruída, enquanto o stent ajuda a manter a passagem do sangue.
Em situações de emergência, essas técnicas também podem fazer parte do atendimento ao infarto. Nesse cenário, então, a intervenção busca restabelecer o fluxo sanguíneo na artéria coronária obstruída e reduzir os danos ao músculo cardíaco.
Além disso, a cardiologia intervencionista pode atuar em determinados casos de doenças das válvulas cardíacas e cardiopatias congênitas. Entretanto, o tipo de alteração e as características de cada paciente determinam a indicação do procedimento.
Procedimentos podem evitar cirurgias mais invasivas
O avanço das técnicas por cateter criou alternativas às cirurgias convencionais para determinados problemas cardiovasculares. Ainda assim, elas não substituem a cirurgia cardíaca em todos os casos.
Quando há indicação para uma intervenção por cateter, o procedimento pode oferecer vantagens como cortes menores, menor perda de sangue, internações mais curtas e recuperação mais rápida em comparação com abordagens cirúrgicas mais invasivas.
Portanto, a equipe médica considera a doença, sua gravidade e as condições clínicas do paciente antes de definir o tratamento. A avaliação individual permite escolher a abordagem mais adequada para cada quadro.
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