Bilionário que deseja 'viver para sempre' descobre doença autoimune e incurável: 'Danos irreversíveis'
Bryan Johnson, conhecido por investir milhões de dólares em tratamentos para retardar o envelhecimento, contou que descobriu doença autoimune
Conhecido mundialmente por transformar a busca pela longevidade em um verdadeiro projeto de vida, o bilionário norte-americano Bryan Johnson surpreendeu os seguidores ao revelar o diagnóstico de uma doença autoimune considerada incurável. O relato chamou atenção justamente porque acontece após anos dedicados a uma rotina extremamente rígida de cuidados com a saúde.
Johnson, de 48 anos, ganhou notoriedade por investir cerca de US$ 2 milhões por ano em tratamentos, exames e hábitos que, segundo ele, têm como objetivo retardar o envelhecimento e fazer seu organismo funcionar como o de uma pessoa muito mais jovem.
O projeto que busca desacelerar o envelhecimento
Nos últimos anos, o empresário tornou-se uma figura conhecida quando o assunto é longevidade. À frente do chamado Projeto Blueprint, ele segue um protocolo baseado em dados, algoritmos e acompanhamento médico constante para monitorar praticamente todos os aspectos do próprio corpo.
Sua rotina inclui alimentação controlada, atividade física, exames frequentes e o acompanhamento de uma equipe formada por dezenas de profissionais de saúde. Em diferentes momentos, Bryan também chamou atenção por relatar procedimentos incomuns, como transfusões de sangue envolvendo familiares, além de tratamentos voltados à saúde cardiovascular, à pele, aos cabelos e ao desempenho físico. Segundo o empresário, toda essa estratégia surgiu para ajudá-lo a evitar hábitos prejudiciais e aumentar sua expectativa de vida.
O diagnóstico inesperado
Apesar dos cuidados intensivos, Bryan contou que descobriu recentemente uma gastrite autoimune, doença em que o sistema imunológico passa a atacar células saudáveis do revestimento do estômago. A condição também está associada a alterações na tireoide, outro problema de saúde que ele já enfrentava desde os 21 anos.
Ao compartilhar a notícia nas redes sociais, ele explicou que a doença faz com que seu próprio organismo agrida o estômago. "A medicina tradicional admite derrota, dizendo que não há nada a ser feito além de controlar a condição."
Segundo Bryan, a descoberta aconteceu após uma investigação motivada por níveis persistentemente baixos de ferritina - proteína responsável por armazenar ferro no organismo. Mesmo utilizando suplementos, os resultados dos exames continuavam alterados, levando a equipe médica a aprofundar a investigação.
Como identificou a doença
Depois de descartar outras possíveis causas, como doenças intestinais, os médicos solicitaram exames de sangue específicos e uma endoscopia acompanhada de biópsias. Os resultados mostraram níveis elevados de anticorpos contra células do estômago, além de alterações iniciais no revestimento gástrico, confirmando o diagnóstico.
Um dos desafios da gastrite autoimune é justamente o fato de que ela pode permanecer silenciosa durante muitos anos. Em alguns casos, os sintomas são discretos ou inexistentes, enquanto em outros podem surgir anemia, deficiência de vitamina B12, queda dos níveis de ferro, perda de apetite, náuseas, dor abdominal ou emagrecimento sem causa aparente.
O bilionário acredita que a condição pode ter surgido devido a hábitos prejudiciais que mantinha na infância, como o consumo regular de fast foods. A doença, segundo ele, causa "danos irreversíveis ao corpo, incluindo deficiência nutricional, anemia e aumento do risco de câncer".
A relação entre ferro e tireoide
Bryan explicou que seus problemas de saúde estão interligados. Segundo ele, a deficiência de ferro e o hipotireoidismo acabam influenciando um ao outro, tornando o tratamento mais complexo. "O ferro e a tireoide se influenciam mutuamente: níveis baixos de ferro prejudicam a conversão do hormônio tireoidiano em sua forma ativa, enquanto uma tireoide pouco ativa compromete a forma como o corpo utiliza o ferro."
Embora a gastrite autoimune não tenha cura, ela pode ser controlada por meio do acompanhamento médico e da reposição de nutrientes. Especialmente vitamina B12 e ferro, quando necessário. O empresário revelou, inclusive, que já recebeu infusão intravenosa de ferro como parte do tratamento.
O que Bryan espera para o futuro
Mesmo diante de um diagnóstico considerado definitivo, Bryan afirmou que pretende continuar buscando alternativas ao lado da equipe médica. Para ele, o avanço das novas tecnologias poderá abrir caminhos que hoje ainda não existem. "Na era da IA, da multi-ômica e do DNA, proteínas e células personalizados, nenhuma condição deve ser considerada incurável simplesmente porque ninguém ainda tentou curá-la com o conjunto de tecnologias atual."
A história do empresário também chama atenção por lembrar que, embora hábitos saudáveis sejam fundamentais para a qualidade de vida, eles não eliminam completamente o risco de desenvolver doenças. Em muitos casos, fatores genéticos, alterações do sistema imunológico e outras condições biológicas continuam desempenhando um papel importante na saúde ao longo da vida.
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