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LGBTs em situação de rua e cultura emo são destaques na Casa de Criadores

Segundo dia de desfiles teve apresentação das marcas Another Place e Weider Silverio

25 jul 2018 - 18h17
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Abrindo o segundo dia da Casa de Criadores na terça, 24, a Another Place colocou na passarela um tema bem atual: as transformações que a internet trouxe e a geração Z, aqueles que nasceram entre 1990 e 2010. O foco da apresentação foi a estética jovem e como cada roupa pode se transformar de acordo com a pessoa que a usa. Além do preto e branco característico da marca, a cartela de cores ainda trouxe o amarelo e o prateado.

As estampas gráficas das camisetas foram pensadas para sairem bem nas selfies tiradas em frente ao espelho. A grife de Rafael Nascimento e Caio Fortes se uniu a Passarela para criar coturnos unissex estampados com ANP.

Grafismos das camisetas da Another Place foram pensadas para serem vistos no espelho
Grafismos das camisetas da Another Place foram pensadas para serem vistos no espelho
Foto: Gui Mesquita/Divulgação / Estadão

Outro tema contemporâneo que virou coleção foi a realidade triste dos membros da comunidade LGBT em situação de rua, que inspirou o estilista Weider Silverio. As peças utilitárias foram pensadas para andarilhos urbanos que levam todos os seus pertences consigo - o que foi traduzido em peças confortáveis, com muitos bolsos e usadas sob capas de plástico.

Indo na contramão e se inspirando no passado, Felipe Fanaia brincou com o movimento emo em seu desfile. O xadrez e as listras em preto e branco, tipicos do estilo que fez sucesso entre os jovens no começo dos anos 2000, ficou mais moderno em modelagens oversized e contrastando com cores vibrantes como laranja e azul royal. A beleza, como não poderia ser diferente, foi com lápis de olho preto na linha d'água, cabelo liso e franja sobre os olhos.

O estilista Diego Malicheski, a frente da Rocio Canvas, pensou em uma mulher urbana, prática e artística, que tenta se reconectar com a natureza, elemento que apareceu de forma abstrata nas estampas.

Por último, Renata Buzzo falou de emoções que não são aceitas socialmente, inspirada em um poema de sua própria autoria "Eu não estou aqui".

Estadão
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