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Moda começa a desenhar a silhueta de um novo homem

5 jun 2009 - 23h26
(atualizado às 23h56)
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Rosângela EspinossiO Rio de Janeiro continua lindo, belo e maravilhoso, pelo menos a partir da vista que o Píer Mauá oferece aos fashionistas que já estão se posicionando para a cobertura desta 15ª edição do Fashion Rio (depois eu conto mais sobre este novo espaço). Nesta sexta, teve a abertura do evento, com o Prêmio Rio Moda Hype, uma mistura de atividade de artes gráficas, música e 12 desfiles divididos em duas partes: seis estilistas por vez.

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Mas o que quero comentar aqui, rapazes, é outra coisa. Talvez a gente volte a falar disso daqui a um tempo. E não é porque estou num evento de moda, onde há mais moderninhos por metro quadrado do que em qualquer outro lugar, que vou falar. É sobre roupa masculina que tem mudado de forma, jeito e atitude.

Os desfiles oficiais nem começaram, mas já há uma certa sensação de que a moda masculina vai dar o que falar nos próximos dias. Acabo de conversar com o jornalista Lula Rodrigues, que finalizou o livro O Almanaque da Moda Masculina - Do Século 17 Até Agora, e há, sim, uma certa mudança no ar.

Pasmem, os meninos vão vestir roupas de meninas. Já há um movimento de jovens que compram peças femininas, como calça skinny, por conta da modelagem (isso também é assunto para uma outra matéria, aguardem). E grandes marcas, como Dior e Yves Saint-Laurent, já começam a mostrar transparências, rendas e a cor nude. "As roupas masculinas do século 17 eram o que hoje seriam roupas femininas. Foi Luiz XIV que criou o salto alto. Depois veio a Revolução Francesa, a Revolução Industrial, o reinado da rainha Vitória, na Inglaterra, e tudo ficou mais escuro e sisudo para os homens".

Pois é, gente, depois que as mulheres se apropriaram das calças compridas, dos terninhos e das ombreiras, para parecer firmes e fortes, os nossos moços estão colocando macaquinhos, transparências, rendas e usando peças godês (João Pimenta, da Casa de Criadores, só fez o corte de viés, tipicamente feminino, dando amplitude e movimentos a batas, jaquetas e camisas). E os novos talentos do Rio Moda Hype também mostram esse "viés" que a moda tem tomado, com modelagens e peças mais vistas nos guarda-roupas femininos.

Vamos ver quanto tempo isso vai demorar para chegar ao seu armário, mocinhos, ou ao de seu namorado, menina. Para Lula Rodrigues, o tempo médio estimado para que isso aconteça é de uns cinco anos e não mais 15 ou 20, como aconteceu com os brincos. Vamos começar a contagem regressiva.

Rosângela trabalha na área de moda desde os anos 80, quando atuava na produção de desfiles. No começo dos anos 90 trabalhou na revista Claudia Moda e no caderno Dia-a-Dia, do Diário do Grande ABC. Assinou a Mulheres Relevantes, da Contigo!. É colaboradora dos canais Moda e Mulher do Terra.

Fonte: Especial para Terra
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