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Escamas e couro de peixe viram roupa e acessórios fashion

9 jun 2009 - 16h24
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O Fashion Business, bolsa de negócios que ocorre no Píer Mauá, ao lado do Fashion Rio, traz mais de 200 marcas de 12 estados brasileiros, com moda de qualidade e materiais diferenciados. Entre eles, destacam-se roupas e acessórios feitos com couro, pele e escamas de peixe. Materiais que são agradáveis ao toque e podem receber várias tinturas. O resultado é encantador e delicado. E o que mais chama a atenção é que são produtos, na maioria das vezes, descartados após a limpeza dos peixes.

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Vestido da grife Benntta leva escamas do peixe beijupará no busto e maxiestampa. Leia mais
Vestido da grife Benntta leva escamas do peixe beijupará no busto e maxiestampa. Leia mais
Foto: Divulgação

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O estande Moda Pará, cujo tema desta coleção é a Vitória Régia, apresenta bijuterias, bolsas e sapatos feitos a partir da matéria-prima de robalo e de pescadas amarela e branca. A marca Amazônia Kãma, por exemplo, capitaneada por Rita Reis, tem um colar de sementes e escama de robalo, ideal para usar com um pretinho básico. No portfólio, há seis colares com o material, além de brincos.

Com nome apropriado, a Fora D´água produz bolsas, sapatos e acessórios com couro de pescada e de robalo, além de broches de escamas. "Com duas pescadas é possísvel forrar a frente de um bolsa de tamanho médio", diz a responsável pela empresa Marta Beatriz Costa e Silva, ao explicar que a pele de robalo tem textura menor que a da pescada. Com as sobras, são feitos porta-moedas e porta-isqueiros, por exemplo. "É uma forma de utilizar um material que iria para o lixo depois de retirada da carne do peixe", diz. A Victorelle produz bolsas que levam broches confeccionados com escamas. E também sandálias rasteiras com as tiras de couro de tilápia, desenhadas por Eri Jr., arquiteto de formação.

Roupas

Além de acessórios, os produtos retirados do peixe são usadas também em vestidos de luxo produzidos pela grife Benntta, de Pernambuco. As escamas, por exemplo, fazem as vezes de paetês, mas com uma textura mais opaca e mais sutil, dando um efeito discreto e elegante à peça. Podem também ser coloridas, como no cinto de um vestido lilás, cuja estampa digital (que se parece com uma foto) reproduz escamas, tema aliás da coleção de verão 2010. Ou então serem vistas no busto de um vestido longo, também com maxiescamas estampadas.

A matéria-prima usada pela marca vem de um peixe chamado beijupirá, criado pela família da dona da confecção, Marília Vieira. "É um material resistente e maleável, só aconselho a lavar a seco para que a textura e a cor, após o tingimento, não se modifiquem", diz ela. A Benntta usa também couro de pescada em suas peças. As escamas são pregadas uma a uma em tecidos que depois são recortados para serem aplicados na roupa. Um top com a frente toda forrada com o material deve sair ao consumidor final, segundo Marília, por cerca de R$700.

Fonte: Especial para Terra
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