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Dia Mundial do Jeans celebra versatilidade do tecido: da certificação socioambiental às criações dos estilistas

20 mai 2026 - 11h51
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O Dia Mundial do Jeans é celebrado nesta quarta-feira. Isso porque foi no dia 20 de maio de 1873 que Levi Strauss & Co. e o alfaiate Jacob Davis registraram a patente das calças reforçadas com rebites de metal. O tecido não sai de moda e transita por diferentes estilosos e ambientes, provando sua versatilidade.

Marina Ruy Barbosa – Dia Mundial do Jeans
Marina Ruy Barbosa – Dia Mundial do Jeans
Foto: @marinaruybarbosa/Instagram/Reprodução / Elas no Tapete Vermelho

Pode marcar presença em calças, camisas, jaquetas, vestidos, shorts, bermudas, coletes… A tendência do momento é unir duas ou mais peças no mesmo look, na proposta chamada "jeans com jeans" ou "all jeans" (tudo jeans). Vale apostar em lavagens parecidas, se beneficiando do efeito alongador do look monocromático, ou criar contraste com tons diferentes.

Dados sobre jeans e algodão

Segundo dados do IEMI (Inteligência de Mercado) e da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), o Brasil produz cerca de 309 milhões de metros lineares de tecido denim por ano. O jeanswear nacional movimenta R$ 16,5 bilhões em valor de fábrica, com 298 milhões de peças produzidas e 303 milhões consumidas internamente, uma das maiores bases de consumo do mundo. Denim e brim juntos representam 46% de toda a produção de tecidos de algodão no país. São mais de 5,4 mil unidades produtivas no segmento, responsáveis por 26% de toda a indústria de confecção nacional. E 98% das peças comercializadas no varejo brasileiro são confeccionadas aqui.

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"O algodão brasileiro reúne o que o mercado global mais busca hoje: qualidade comprovada, rastreabilidade, responsabilidade em escala e competitividade. Isso não acontece por acaso; é resultado de décadas de investimento em pesquisa, tecnologia e boas práticas no campo", afirmou Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa (Associação Brasileira de Produtores de Algodão). "Quando falamos em jeans, estamos falando de uma das maiores expressões culturais e de consumo do mundo, e o algodão brasileiro está na base disso."

A competitividade da fibra nacional vai além da produtividade. Mais de 79% da produção de algodão do país já carrega certificação socioambiental pelo programa ABR (Algodão Brasileiro Responsável), com 3,35 milhões de toneladas certificadas na safra 2024/2025 e 1,7 milhão de hectares de fazendas certificadas em 97 municípios.

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É sobre essa base que o movimento Sou de Algodão opera. Criado pela Abrapa em 2016, conecta a fibra do campo ao design contemporâneo por meio de colaborações com estilistas, marcas e varejistas. Com o programa SouABR, já foram rastreadas mais de 620 mil peças até dezembro de 2025, um sistema de cadeia de custódia que permite verificar, do fardo à prateleira, a origem do algodão em coleções de grandes nomes do varejo nacional e internacional, como Renner, C&A e Calvin Klein.

"O jeans é a peça mais democrática do guarda-roupa brasileiro. E quando ele é feito com algodão nacional certificado, essa democracia ganha uma camada de significado: é responsabilidade com estilo, e é o campo e a cidade conectados", disse Silmara Ferraresi, gestora do Sou de Algodão e diretora de Relações Institucionais da Abrapa.

O que os estilistas têm a dizer sobre jeans

Esse protagonismo industrial encontra um correspondente criativo igualmente forte. A pedido do Sou de Algodão, quatro estilistas brasileiros (todos parceiros do movimento) falam sobre suas criações em denim, suas referências e o que faz o jeans nacional ser único. Confira:

Gui Amorim - Estúdio Traça

A relação de Gui Amorim com o denim começou antes mesmo de ele dominar a costura. "O denim me permitia errar e tentar de novo sem estragar o tecido", conta. Dessa liberdade nasceu uma paixão que hoje define boa parte do seu trabalho: gramaturas acima de 12 oz e silhuetas que valorizam as proporções do corpo brasileiro. Sustentabilidade é pilar inegociável, sua marca nasceu dentro de um trabalho de upcycling, e a escolha da matéria-prima é critério, não diferencial. "Não tem como produzir roupa sabendo que você não está minimizando o impacto ambiental."

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Mara Jager - Quinta da Glória

Na Quinta da Glória, o jeans não é uma categoria, é o centro de tudo. "A sustentabilidade e o uso dos materiais vêm em primeiro plano. Por ser uma fibra natural, sempre priorizamos a base do algodão nos nossos designs", afirma Mara Jager, fundadora da marca. Para ela, o jeans ideal é atemporal por natureza: "Uma peça em fibra de algodão puro que faz história no corpo. Que 20 anos depois ainda está sendo usada, surrada e rasgada. Um jeans bem feito é timeless, a peça ideal para uma vida inteira."

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Carô - Amapô Jeans

Na Amapô, o denim passa por um processo que a marca chama de "desver" o tecido, olhar para ele sem a referência do que ele normalmente é. "Esse é um dos pilares da nossa criação. É o que nos empurra para o desconhecido", explica Carô. Volumes, recortes e proporções inesperadas são o resultado, e a fonte de inspiração é sempre o Brasil. "A Amapô tem como essência a vibração e o rebolado do povo brasileiro. É uma fonte inesgotável."

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Carlos Castro

Para Carlos Castro, especialista no segmento há décadas, o jeans é antes de tudo uma filosofia de criação. "Sempre penso no jeans como uma peça de vida longa; olho para os detalhes e para a forma de apresentá-lo com uma cara mais duradoura, com um olho nas tendências e o outro na longevidade." Sobre a força da indústria brasileira, ele fala com convicção: "Diversas vezes ouvi de profissionais estrangeiros o quanto o jeanswear brasileiro é completo. Nossa qualidade é invejável." E aponta o diferencial mais subestimado do setor: ter toda a cadeia produtiva dentro do próprio país. "O fato de a origem da nossa matéria-prima estar localizada aqui impacta diretamente no controle de qualidade, e isso beneficia a indústria produtora de denim e, no fim, os meus produtos."

Dados: Sou de Algodão

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