BBB 26: stylist revela como foram escolhidos os looks de Ana Paula
Com um guarda-roupa que rapidamente virou assunto nas redes sociais, esgotando peças em questão de horas, Ana Paula Renault tem mostrado que estilo e autenticidade caminham juntos também dentro do BBB 26. Longe de criar um personagem, a participante aposta em um visual que traduz exatamente quem ela é: alfaiataria confortável, conjuntos versáteis, tons sóbrios e um toque fashion sem exageros.
Por trás dessa construção está o stylist Gabriel Fernandes, que, ao lado de Julia Moraes, forma a dupla Gaju Styling e foi o responsável por editar todo o guarda-roupa levado por Ana Paula ao programa. Parceiro da participante desde 2018, ele ajustou a mala em tempo recorde e, em conversa exclusiva com o Elas no Tapete Vermelho, detalha o processo criativo, a escolha por valorizar marcas menores e lideradas por mulheres e comenta até momentos polêmicos, como a recusa de um look sugerido pela produção.
Elas no Tapete Vermelho - Quando ela te procurou para formar o figurino para o BBB?
Gabriel Fernandes - A Ana me procurou no dia 4 de dezembro para começarmos a conversar. No dia 13, editamos a mala e, no dia 14, fizemos as fotos que estão sendo divulgadas.
Elas no Tapete Vermelho - Em quanto tempo vocês "arrumaram" as malas para ela ir ao programa?
Gabriel Fernandes - Literalmente, tivemos uma semana. A Ana já tinha 90% das peças compradas das marcas que está usando. Eu cheguei para fazer a edição de moda: tirei algumas coisas, adicionei outras. Fizemos todo esse processo em uma semana.
Elas no Tapete Vermelho - Como foi o processo de escolha das peças?
Gabriel Fernandes - A Ana já chegou com muita coisa bem definida para mim. Ela queria trabalhar com marcas menores, novas, lideradas por mulheres e que não tinham grande alcance de mídia. Quando ela trouxe isso, eu super abracei a ideia. Juntos, editamos a maioria das peças e adicionamos outras, sempre mantendo esse discurso inicial de empreendedores menores e mulheres à frente.
Acho que o processo de escolha caminhou muito junto com o DNA e o lifestyle da Ana Paula. Trabalhamos juntos desde 2018. Se você pegar fotos antigas, ela sempre foi essa mulher da alfaiataria, dos conjuntos, das roupas confortáveis, monocromáticas ou com estampas discretas, de bons cortes, mais masculinos e oversized. Isso sempre esteve no DNA dela. O principal critério foi imprimir esse estilo, com roupas confortáveis para passar três meses dentro de uma casa.
Elas no Tapete Vermelho - Quantas peças ela levou para o reality?
Gabriel Fernandes - Não sei te dizer ao certo quantas peças ela levou. Foram muitos conjuntos. Criamos looks inteligentes, desmembrando peças para formar outras produções. Não foi tanta coisa, mas não sei o número exato.
Elas no Tapete Vermelho - Como vocês interagiram: ela sugeria peças, dava pitacos nas suas escolhas?
Gabriel Fernandes - Sempre tivemos uma troca muito sincera e real. Desde 2018, trocamos muito. Ela traz muitas ideias e eu levo muitas ideias para ela. Foi construído a quatro mãos. Ela trouxe o que gosta e o que queria transmitir, e eu trouxe minha bagagem de moda. Juntos, criamos - ou melhor, solidificamos - essa imagem que o Brasil está amando, porque a Ana já é isso.
Elas no Tapete Vermelho - O que você achou da recusa dela em usar aquele look proposto pela produção para uma das festas?
Gabriel Fernandes - Existem várias camadas nessa recusa, e eu sempre estarei do lado dela, como estou com as pessoas com quem trabalho. Acredito que a roupa é um complemento da pessoa. A partir do momento em que você não se sente bem, aquela roupa não te representa. Somando isso ao estresse e à pressão do jogo, tudo o que ela vem enfrentando desde o início, aquilo foi o estopim.
Eu a apoio porque, se você não está confortável, se não é você, se não está na sua essência, não vai se sentir bem, nem linda. E precisamos lembrar que estamos falando de seres humanos. Existe autoestima, imagem pessoal, pressão de um jogo valendo dinheiro. É tudo muito complexo. Eu apoio a Ana Paula 100%.
Elas no Tapete Vermelho - O guarda-roupa de Ana Paula virou sensação entre os internautas, e muitas peças se esgotaram rapidamente. A que você atribui esse fenômeno?
Gabriel Fernandes - Acho que o sucesso vem justamente por ser muito ela e por transmitir verdade. Não montamos um personagem, não criamos nada. Trouxemos a Ana sendo a Ana. Se você olhar os looks de cinco anos atrás, o DNA já estava lá: conforto, menos é mais, bons cortes, bom caimento. O sucesso vem dessa autenticidade.
Elas no Tapete Vermelho - Você esperava essa repercussão?
Gabriel Fernandes - Por um lado, sim, porque a Ana sempre foi muito chique e elegante. Quando vi a mala pronta e as fotos sendo feitas, pensei: "As pessoas vão se identificar muito". Os looks estão elegantes, coerentes, têm estilo, têm bossa. Eu esperava, mas não nessa proporção. Literalmente, furou a bolha.
Elas no Tapete Vermelho - Pode dar um spoiler do look da final, caso ela chegue até lá?
Gabriel Fernandes - Realmente não posso dar spoiler. Até gostaria, mas não sei o que foi permitido levar. Temos duas opções de looks, seguindo o estilo dela. Agora é aguardar, porque será surpresa até para mim.
Elas no Tapete Vermelho - E, para terminar, como você define o estilo de Ana Paula?
Gabriel Fernandes - Eu definiria como um casual chique. Ela é cool, fresh. Usa tendências, mas não é montada nem refém da moda. Usa o que gosta e o que cai bem. É Ana Paula Renault. É o estilo dela.
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