Lifting facial de vetores rejuvenesce dez anos em uma sessão
Abaixo da pele do rosto há uma estrutura de músculos de tamanhos e formatos variados que, com o passar dos anos, torna-se flácida. Uma maneira de driblar esse processo e reconquistar a tonicidade é passar pelo lifting facial de vetores, que utilizada aparatos de tração capazes de proporcionar uma aparência até dez anos mais jovem com naturalidade. E o melhor: em uma única sessão.
Dividido em cinco momentos, o procedimento tem início com o tratamento da perda do tônus da papada, onde são aproximadas as bordas do músculo da região para melhorar o contorno. Na sequência, a flacidez da área da mandíbula é tracionada para trás das orelhas, local que concentra as pequenas cicatrizes do método. A partir disso, as três fases seguintes contam com vetores na região lateral da face para dar fim ao bigode chinês e à falta da firmeza na área inferior das bochechas.
Apesar dessas marcações padronizadas, existe a possibilidade de serem necessárias intervenções em outras áreas, se assim indicar um estudo preliminar personalizado. “Com ele, dá para saber quais são os ângulos ideais para atingir o melhor resultado. Cada face tem formas geneticamente determinadas que devem ser respeitadas e muitas vezes evidenciadas”, afirma Nelson Letizio, cirurgião plástico e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).
Justamente as peculiaridades faciais conduzem um importante bate-papo entre médico e paciente para discutir as necessidades de cada caso, de modo que não sejam perdidas as características e a expressão do rosto. Fatores como característica da pele, formato da face e idade são relevantes para decidir pela realização da cirurgia, já que podem limitar o resultado final. Normalmente, mulheres da faixa dos 50 anos passam pelo bisturi, porém a diminuição de gordura facial devido a uma grande perda de peso também leva jovens à sala de operação.
Pré e pós-operatório
Quem opta pelo lifting facial de vetores deve se preparar para fazer um batalhão de exames, pois o período pré-operatório envolve testes cardiológicos, vasculares e laboratoriais, além de uma avaliação física. Se algum dos exames apontar problema de saúde do paciente, a técnica é contraindicada.
Quem recebe sinal verde da equipe médica e passa pelo procedimento, precisa ter uma série de cuidados no pós-operatório, por isso é ideal fazê-lo nas férias. “Há necessidade de um determinado período de reestabelecimento, no qual são feitas drenagens linfáticas, utilização de laser de baixa potência, terapia com leds e dieta para que a paciente possa se recuperar mais rapidamente”, diz o especialista. Praticar esporte, ficar exposta ao sol e fazer esforços físicos são atividades evitadas, em média, por 20 dias.