Lábios, nariz e olhos denunciam o envelhecimento; entenda
A partir dos 30 anos, a pele da mulher já começa a demonstrar sinais de envelhecimento. Segundo Helio Caprio, cirurgião plástico, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e diretor da Clínica das Palmeiras, do Rio de Janeiro, os fatores que indicam o passar do tempo são flacidez, redução da elasticidade cutânea, desidratação, perda da gordura subcutânea e formação de rugas superficiais e profundas. Indesejáveis, eles podem ser notados em todo o rosto, mas, em alguns pontos, costumam ser mais evidentes. É o caso dos lábios, nariz e olhos. Por isso, confira, a seguir, como os indícios do envelhecimento se manifestam nestas regiões e veja como identificar e atenuar cada um deles.
Lábios
Por conta da diminuição da elasticidade e da perda da gordura facial com o passar dos anos, os lábios tendem a ficar mais finos. Além disso, perdem o “v” que costuma ser formado na parte superior da boca e os seus cantos tendem a cair. Para contornar o problema, uma boa dica é investir nas próteses de silicone sólido ou no preenchimento tradicional, feito com ácido hialurônico no local.
Nariz
Nesta região é comum notar uma queda nas extremidades e também na ponta. Essas alterações, segundo o cirurgião, podem estar ligadas ao envelhecimento e também a fatores genéticos. “Para levantar a ponta do nariz, indico a rinoplastia de ponta com enxertia de cartilagem da orelha. Já as laterais, podem ser encurtadas com uma pequena cirurgia local”, recomenda o especialista.
Olhos
Os sinais mais conhecidos são os famosos pés-de-galinha, mas o envelhecimento também provoca a queda do supercílio (região abaixo da sobrancelha e acima da pálpebra), bolsas embaixo dos olhos, flacidez nas pálpebras e, em casos mais extremos, queda da pálpebra inferior. De acordo com o médico, os olhos também tendem a ficar mais profundos. Isso acontece porque o globo ocular fica mantido na órbita pelos músculos e por bolsas de gordura. “No paciente jovem, essas estruturas estão mantidas por um septo, mas com o tempo a membrana cede e as bolsas ficam mais visíveis. O tecido subcutâneo também se afina e permite o aprofundamento dos sulcos faciais (depressões que se formam na superfície da pele)”, explica Caprio.
Para corrigir a queda do supercílio ,o especialista avalia como melhor opção a técnica de castanhares, que faz uma pequena incisão na borda superior do supercílio, puxando-a para cima e dando um caimento mais harmonioso para a cauda da sobrancelha caída. Já para o excedente de flacidez palpebral, a técnica mais indicada promove a remoção do excedente cutâneo superior, deixando apenas uma cicatriz no sulco palpebral superior. "Em casos extremos de queda da pálpebra inferior, o método recomendado consiste na reposição da pálpebra, principalmente na porção externa, área que apresenta uma estrutura de sustentação ligamentar importante", destaca.
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