Autismo apresenta altas taxas de comorbidades; veja as 5 condições mais comuns
Estudos mostram que mais de 70% das pessoas no espectro possuem pelo menos um transtorno psiquiátrico associado
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) raramente vem sozinho. Estudos mostram que o autismo possui altas taxas de comorbidades, o que significa que o indivíduo frequentemente apresenta outras condições associadas ao diagnóstico principal.
Os dados apontam que entre 70% e 80% dos autistas possuem pelo menos uma comorbidade psiquiátrica. Ao longo da vida, cerca de 60% desenvolverão um ou mais transtornos. Após alguns anos do diagnóstico, muitos apresentam múltiplas comorbidades simultaneamente.
1. TDAH
O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é extremamente comum no TEA. Os impactos dessa associação incluem impulsividade, hiperatividade, desatenção, prejuízo escolar, dificuldade social e piora da função executiva.
2. Ansiedade
O cérebro autista frequentemente vive em estado elevado de alerta. As dificuldades em prever situações, interpretar pessoas, lidar com mudanças e processar estímulos favorecem os transtornos de ansiedade. Isso pode causar isolamento, aumento das estereotipias, irritabilidade, piora sensorial, compulsões, rigidez extrema e crises emocionais.
3. Depressão
Especialmente em adolescentes e adultos com maior percepção social, o sofrimento emocional pode ser profundo. Fatores como exclusão, bullying, baixa autoestima, sensação de inadequação e fracassos sociais aumentam drasticamente o risco de depressão. Mulheres autistas possuem um risco ainda maior.
4. Distúrbios do sono
Entre 44% e 86% das pessoas com TEA apresentam alterações importantes do sono. Dormir mal afeta diretamente o funcionamento cerebral. As consequências incluem piora do comportamento, queda no aprendizado, aumento da irritabilidade, desatenção, compulsões e maior dificuldade terapêutica.
5. Epilepsia
O TEA possui associação significativa com a epilepsia, especialmente em casos com deficiência intelectual. Em alguns indivíduos, alterações elétricas cerebrais, descargas epileptiformes e crises clínicas ou subclínicas podem coexistir com o autismo.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.