Arthur C. Brooks, especialista em felicidade: "Você precisa ter amigos genuínos. Um amigo é inútil"
O professor de Harvard tem uma visão clara sobre a amizade e mostra como relações genuínas podem transformar a forma como nos relacionamos
A frase pode até soar estranha à primeira vista, mas traz uma reflexão profunda sobre o que realmente significa ter amigos. Em sua coluna "Como Construir uma Vida", publicada na revista The Atlantic, o professor de Harvard Arthur C. Brooks aborda não só a felicidade, mas também temas como propósito e sentido de vida.
Como o próprio Brooks explica, a amizade é essencial — especialmente porque os dados mostram que estamos cada vez mais isolados. Diversas pesquisas apontam para o aumento do isolamento social em várias partes do mundo.
Por exemplo, 20,8% da população adulta europeia sofre de isolamento social objetivo e, segundo um levantamento da União Europeia sobre solidão, 13% das pessoas se sentem solitárias na maior parte do tempo (ou o tempo todo) e 35% se sentem assim "às vezes".
Apesar de estarmos mais conectados pelas redes sociais, o sentimento de solidão cresce. "A tecnologia nos separa muito", afirmou Brooks em uma de suas apresentações.
Os amigos que realmente importam
Pesquisas mostram que é praticamente impossível ser feliz sem amigos — a amizade responde por cerca de 60% da nossa felicidade, segundo Brooks. Mas é importante que esses laços sejam genuínos, o que Aristóteles já chamava de amizades perfeitas em seu livro Ética a Nicômaco.
"Você precisa ter amigos genuínos. Um amigo é inútil", declarou Brooks em sua palestra. Mas o que exatamente ele quis dizer com isso?
O que é um amigo "inútil"
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