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Aos 84 anos, idoso impressiona ao praticar exercícios de calistenia: 'Tinha que treinar de verdade'

Após enfrentar uma grave intoxicação, artista plástico encontrou na calistenia um novo propósito e hoje chama atenção pela força, autonomia e disposição

3 ago 2026 - 12h43
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O artista plástico Kamori, de 84 anos, surpreendeu o público ao mostrar a rotina de treinos de calistenia durante participação no programa 'É de Casa'. A força, o equilíbrio e a facilidade para executar movimentos complexos chamaram atenção, mas, segundo ele, o resultado é fruto de anos de dedicação.

Após enfrentar uma grave intoxicação, artista plástico encontrou na calistenia um novo propósito e hoje chama atenção pela força e disposição
Após enfrentar uma grave intoxicação, artista plástico encontrou na calistenia um novo propósito e hoje chama atenção pela força e disposição
Foto: Reprodução/TV Globo / Bons Fluidos

A história começou após um problema de saúde. Aos 42 anos, Kamori sofreu uma grave intoxicação provocada por tintas utilizadas no trabalho. O tratamento seria longo. No entanto, o homem decidiu que não queria apenas se recuperar.

"O médico falou: 'Vai demorar sete anos para você se desintoxicar'. Porque eu fiquei muito ruim mesmo. Então, aos 50 anos mais ou menos, falei: 'Não, eu tenho que ficar forte'. Comecei a treinar assiduamente. Comecei a colocar na cabeça que tinha que ser sério, tinha que treinar de verdade", contou.

Ele iniciou a prática de exercícios no Parque Ibirapuera, em São Paulo, três vezes por semana. O começo, contudo, esteve longe de ser fácil. De acordo com o artista, os primeiros anos exigiram persistência para superar as dores e adaptar o corpo ao novo estilo de vida.

Como a calistenia entrou na rotina

Anos depois, Kamori conheceu a calistenia ao observar pessoas treinando nas barras instaladas no parque. A modalidade, baseada em exercícios realizados com o peso do próprio corpo, despertou seu interesse não somente pelos benefícios físicos, como pela filosofia por trás dos movimentos.

Ele detalhou que encontrou uma definição que o marcou profundamente: "É o treino com técnica científica da leveza do belo movimento."

A frase, segundo Camori, dialogava diretamente com sua trajetória nas artes plásticas, onde sempre buscou equilíbrio, harmonia e beleza. Desde então, nunca mais abandonou a prática. Hoje, ele afirma conseguir executar cerca de 25 exercícios diferentes — uma evolução que aconteceu gradualmente. Isso porque, no início, realizava apenas cinco ou seis movimentos.

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Benefícios da calistenia para idosos

Especialistas apontam que a calistenia pode ser uma excelente opção para pessoas idosas quando praticada com orientação profissional e respeitando os limites individuais. Como utiliza o peso do próprio corpo, a modalidade ajuda a desenvolver diferentes capacidades ao mesmo tempo, como:

  • Fortalecimento da musculatura;
  • Melhora do equilíbrio e da coordenação;
  • Aumento da mobilidade e da flexibilidade;
  • Ganho de estabilidade nas articulações;
  • Redução do risco de quedas;
  • Preservação da autonomia para as atividades do dia a dia.

Além dos benefícios físicos, manter uma rotina regular de exercícios também contribui para a saúde mental, favorecendo a disposição, a autoestima e o bem-estar.

Alimentação e mente também fazem parte da rotina

Ao longo dos anos, Kamori também percebeu que os próprios treinos influenciaram sua relação com a comida. Entretanto, em vez de seguir uma dieta rígida, passou a fazer escolhas mais alinhadas às necessidades do corpo.

O organismo, conforme apontou, naturalmente começou a pedir mais alimentos ricos em proteínas e fontes de colágeno para dar suporte à musculatura e às articulações. Ele ainda faz questão de preparar as próprias refeições, administra sozinho a casa e continua trabalhando como artista plástico e professor.

Ademais, no caso do idoso, o foco no condicionamento físico influenciou a saúde emocional. "Eu sempre pensei que era a mente e depois o corpo. Tanto é que tem um ditado: 'Mente sã, corpo são'. Hoje, eu acho que o corpo fez com que a mente acelerasse, acordasse. Penso que também tem essa relação. Eu acho que, se você faz físico, ele adiciona à mente", afirmou.

Bons Fluidos
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