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Aos 74 anos, idoso se torna a pessoa mais velha do mundo a ser adotada

Aos 74 anos, Bill Stains entrou para o Guinness ao se tornar o homem mais velho do mundo a ser adotado; conheça a história de afeto da família americana

7 jan 2026 - 16h06
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Casos de adoção costumam evocar imagens de infância, começo de vida e novos lares. Mas, em raras situações, o vínculo nasce depois - já maduro, construído ao longo de décadas e sustentado por escolhas conscientes. Foi exatamente isso que aconteceu com William Bill Stains, idoso que entrou para o Guinness World Records como o homem mais velho do mundo a ser adotado.

Aos 74 anos, um americano entrou para o Guinness como o homem mais velho a ser adotado; saiba mais sobre a família
Aos 74 anos, um americano entrou para o Guinness como o homem mais velho a ser adotado; saiba mais sobre a família
Foto: Reprodução/Instagram / Bons Fluidos

Aos 74 anos, Bill teve sua história oficialmente reconhecida em um processo de adoção de adulto nos Estados Unidos, formalizado em 2020, na Pensilvânia. Além de ser um recorde, o caso chama atenção por mostrar que família também pode ser uma construção tardia e profundamente significativa.

Um laço que começou no beisebol

A relação entre Bill e Ryan Fiscus teve início muitos anos antes da adoção. Ryan ainda era criança quando Bill atuava como árbitro em partidas de beisebol da comunidade. O convívio frequente fez com que o nome de Bill se tornasse familiar - e, com o tempo, indispensável.

Mesmo quando a família de Ryan se mudou, o contato não se perdeu. Bill também trabalhava como professor em uma escola de ensino fundamental próxima, o que manteve a proximidade e fortaleceu a relação fora dos campos esportivos. Para Ryan, Bill sempre esteve presente: uma figura constante, confiável e afetuosa.

Quando o círculo se amplia

O vínculo se expandiu naturalmente quando Jessica Fiscus entrou na história. Ao se casar com Ryan, ela também passou a conviver de perto com Bill, e o afeto foi imediato. Segundo relatos, ele viveu o casamento como um dos momentos mais felizes de sua vida.

A partir daí, a convivência ganhou rotina: encontros simples, conversas longas, jogos de bingo, passeios de moto e participação conjunta em ações comunitárias voltadas a veteranos de guerra. A relação com o idoso já funcionava como família, mesmo sem qualquer reconhecimento legal.

A ideia que nasceu de uma conversa despretensiosa

A formalização do vínculo surgiu quase por acaso. Durante uma conversa descontraída na garagem, Ryan comentou, em tom de brincadeira, que a adoção parecia ser a única forma de tornar Bill oficialmente parte da família. A resposta veio na hora: "Bem, acho que é isso que vamos ter que fazer!", disse Bill.

O que começou como uma fala leve ganhou forma real. Em 12 de novembro de 2020, o processo foi registrado no Tribunal de Órfãos da Pensilvânia, instância responsável por esse tipo de decisão no estado. Bill, que havia perdido os pais biológicos em 2003, passou a ser legalmente reconhecido como filho de Ryan e Jessica.

Um novo sobrenome, uma nova dinâmica

Após a adoção, a data virou motivo de celebração anual. Mais do que papéis assinados, a mudança trouxe uma reorganização simbólica: o idoso passou a ocupar oficialmente um lugar que, na prática, já era dele. "Estar com eles me dá um prazer enorme. Fico ansioso por cada encontro que temos", afirmou Bill em entrevista ao Guinness. Jessica também resumiu o sentimento da família: "Mesmo ele não sendo uma criança, nós o amamos como se fosse nosso".

A rotina mudou, as prioridades se ajustaram e o senso de pertencimento se fortaleceu. Anos depois, veio o reconhecimento internacional: o título do Guinness, recebido com surpresa, mas também com gratidão, pelo idoso e sua família.

O que essa história nos faz repensar?

A trajetória de Bill e da família Fiscus amplia a conversa sobre os formatos de família reconhecidos - e possíveis. Ela mostra que vínculos verdadeiros não obedecem a idade, cronogramas ou modelos tradicionais. Às vezes, o que falta não é afeto, mas apenas o nome certo para ele. No fim das contas, a história não é só sobre um recorde. É sobre escolha, permanência e a coragem de oficializar aquilo que o coração já sabe há muito tempo: família é quem fica.

Bons Fluidos
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