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Aos 26 anos, vendedor de carros descobre que é príncipe na Bélgica

Clément Vandenkerckhove teve a paternidade reconhecida pelo príncipe Laurent após teste de DNA e ganhou título real, mas não terá mesada nem lugar na sucessão ao trono

26 ago 2026 - 18h04
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Resumo
O belga Clément Vandenkerckhove, de 26 anos, ex-vendedor de carros, foi formalmente reconhecido em 2026 como filho biológico do príncipe Laurent, irmão do rei Philippe, após confirmação por teste de DNA. Com o registro civil, ele ganhou o direito ao título de príncipe da Bélgica, embora não vá integrar a linha de sucessão ao trono, não receba dotação financeira estatal e nem exerça funções oficiais na monarquia, optando ainda por manter o orgulho do sobrenome materno com o qual foi criado.

Parece roteiro de filme: um jovem leva uma vida longe dos palácios, trabalha como vendedor de carros e, anos depois, descobre que seu pai biológico pertence à família real. A história, porém, aconteceu de verdade na Bélgica. Aos 26 anos, Clément Vandenkerckhove teve sua filiação ao príncipe Laurent formalmente reconhecida e, com isso, ganhou o direito ao título de Príncipe da Bélgica.

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Foto: vendedor de carros descobre ser filho do príncipe Laurent e se torna Príncipe da Bélgica aos 26 anos após reconhecimento da paternidade - Reprodução/Instagram / Bons Fluidos

Laurent é o irmão mais novo do rei Philippe e teve um relacionamento com Iris Vandenkerckhove, mais conhecida pelo nome artístico Wendy Van Wanten, antes de se casar com a princesa Claire, em 2003. Dessa relação nasceu Clément, em 2000.

Embora a paternidade já tivesse sido anunciada publicamente em 2025, o reconhecimento no registro civil ocorreu em fevereiro de 2026. A informação sobre a formalização, no entanto, só veio à tona em agosto. E, apesar de a história lembrar um conto de fadas, tornar-se príncipe não significa que Clément passará a viver como os membros da realeza que cresceram dentro dos palácios.

Quem é o novo príncipe da Bélgica?

Clément cresceu ao lado da mãe e construiu uma vida distante da rotina da família real. Antes de ter a filiação reconhecida, chegou a trabalhar como vendedor de carros. Durante boa parte da infância, ele sequer sabia que tinha um príncipe como pai biológico. Foi somente aos 16 anos que Wendy Van Wanten revelou ao filho a identidade de Laurent.

Curiosamente, Clément já havia encontrado o príncipe alguns anos antes. Em um documentário exibido na Bélgica, contou que os dois se cruzaram em um shopping em 2013, quando ele ainda não sabia da relação entre eles.

Depois de descobrir a verdade, o jovem não procurou imediatamente o pai. Cerca de quatro anos mais tarde, decidiu tentar uma aproximação. O contato foi acontecendo gradualmente até que os dois se encontraram pessoalmente.

Teste de DNA confirmou a paternidade

Para esclarecer definitivamente o vínculo, Laurent sugeriu que os dois realizassem um exame de DNA. O resultado apontou 99,5% de compatibilidade. Em setembro de 2025, o príncipe finalmente tornou público que Clément era seu filho biológico. Na ocasião, afirmou ter tomado a decisão com um "sentimento de compreensão e respeito por todos os envolvidos".

Meses depois, em fevereiro de 2026, pai e filho deram mais um passo: formalizaram a filiação no registro civil. Foi justamente esse reconhecimento legal que abriu caminho para que Clément tivesse direito ao título de Príncipe da Bélgica.

Virou príncipe, mas não entrou na linha de sucessão

O título pode até sugerir uma mudança radical de vida, mas existem diferenças importantes entre a situação de Clément e a de seus meios-irmãos, Louise, Nicolas e Aymeric, filhos do casamento de Laurent com a princesa Claire. 

O novo príncipe não terá funções oficiais na monarquia, não receberá uma dotação financeira do Estado e não fará parte da linha de sucessão ao trono. As regras da monarquia belga estabelecem condições específicas para integrar a sucessão. No caso dos descendentes de Laurent, Clément não atende aos critérios aplicados aos filhos nascidos de um casamento autorizado nos termos previstos pela Coroa.

Assim, embora agora possa ser chamado oficialmente de príncipe, não existe a possibilidade de que essa mudança o coloque no caminho para se tornar rei.

Novo sobrenome também traz uma escolha pessoal

O reconhecimento da paternidade também permite que Clément utilize o sobrenome Saxe-Coburg, ligado à família real. Mas ele já deixou claro que a decisão envolve muito mais do que simplesmente adotar um nome associado à monarquia.

Criado pela mãe, o jovem afirmou ter uma forte ligação com o sobrenome que carregou durante toda a vida. "Posso até querer fazer isso, mas tenho orgulho do sobrenome Vandenkerckhove", disse ao jornal belga Het Nieuwsblad. "Se eu sacrificasse esse sobrenome, seria uma traição a tudo o que minha mãe fez por mim."

A declaração ajuda a mostrar que, para Clément, o reconhecimento do pai não apaga a história construída antes da chegada do título.

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