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Anvisa autoriza importação de medicamento experimental para tratamento de Lito Sousa

Decisão excepcional abre caminho para uma nova tentativa de intervenção diante da rápida evolução da doença e da falta de alternativas

4 set 2026 - 15h28
(atualizado às 15h46)
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Resumo
A Anvisa autorizou excepcionalmente a importação de um medicamento experimental para Lito Sousa, diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob, condição neurológica rara, progressiva e sem cura. Solicitada pelo Hospital Albert Einstein sob o regime de uso compassivo, a medida permitirá que o influenciador seja o primeiro ser humano a testar a substância, que ainda não possui estudos clínicos formalizados. Apesar da liberação regulatória, a data de início do tratamento não foi divulgada.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta sexta-feira (4), a importação de um medicamento experimental para o tratamento de Lito Sousa, diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob. A liberação ocorreu de forma excepcional, já que a substância ainda não possui registro comercial nem representante legal no Brasil.

Decisão excepcional da Anvisa abre caminho para uma nova tentativa de intervenção diante da rápida evolução da doença de Lito
Decisão excepcional da Anvisa abre caminho para uma nova tentativa de intervenção diante da rápida evolução da doença de Lito
Foto: Reprodução/Instagram/@lito / Bons Fluidos

De acordo com informações do 'g1', o medicamento ainda não teve estudos formalmente iniciados em seres humanos. Dessa forma, Lito será o primeiro paciente a testar a substância. A autorização ocorreu após o influenciador ser aceito em um programa de uso compassivo, destinado a pacientes sem alternativas terapêuticas disponíveis.

Por que a Anvisa autorizou o medicamento?

O pedido de importação partiu do Hospital Israelita Albert Einstein, responsável pelo acompanhamento de Lito. Segundo Mila Seidl, ela solicitou a inclusão do paciente no programa e participou da articulação que reuniu o hospital, a Anvisa, o Ministério da Saúde e a agência reguladora norte-americana FDA para viabilizar a autorização.

Ao analisar o caso, a Anvisa levou em consideração a evolução rápida e irreversível da doença, além da inexistência de um patrocinador ou representante responsável pelo produto no país. Nesse sentido, a modalidade de uso compassivo permite o acesso a tratamentos ainda experimentais em situações específicas, mesmo antes da conclusão dos estudos necessários para determinar sua segurança e eficácia em maior escala.

Apesar da autorização, ainda não há uma data divulgada para o início do tratamento. Até o momento, nem a assessoria do influenciador nem o Hospital Israelita Albert Einstein informaram quando o medicamento será importado ou quando a aplicação poderá começar.

Entenda a condição de Lito Sousa

A doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) é uma condição rara e progressiva que afeta o cérebro e ocorre devido ao acúmulo de proteínas anormais chamadas príons. Os primeiros sinais podem incluir confusão e problemas de memória. Com a evolução do quadro, podem surgir movimentos involuntários, perda de coordenação e dificuldade para caminhar. No caso de Lito, a investigação começou após o surgimento de alterações neurológicas durante o tratamento contra um câncer de próstata.

Atualmente, não existe cura nem terapia capaz de interromper ou retardar comprovadamente a progressão da DCJ. Os medicamentos disponíveis são usados principalmente para aliviar sintomas, como espasmos musculares e ansiedade. No entanto, substâncias experimentais vêm sendo estudadas como possíveis formas de combater a doença.

Bons Fluidos
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