A ciência já sabe por que a primeira cerveja que você tomou tinha um gosto terrível e agora não mais: FOMO
Pesquisas ajudam a entender como experiências, memória e convivência social influenciam a construção do paladar
Há muitas pessoas que não suportam determinados alimentos, como o tão odiado brócolis ou a couve-flor, que para alguns são simplesmente intragáveis. Chega a ser difícil entender como alguém pode gostar deles. O mesmo acontece quando se toma o primeiro gole de café ou de cerveja: o sabor forte e amargo costuma afastar muita gente. No entanto, alguns anos depois, essas mesmas bebidas passam a fazer parte da rotina diária ou até se tornam fonte de prazer, como ocorre com a cerveja.
Como isso é possível? Essa é uma pergunta comum diante de mudanças tão marcantes nas preferências alimentares. A explicação está em um fenômeno bastante estudado pela ciência conhecido como "gosto adquirido".
O conceito ajuda a entender não apenas por que nossos gostos mudam ao longo do tempo, mas também como o cérebro é capaz de reescrever seus próprios alertas de perigo e transformar a rejeição em recompensa.
Para entender por que aprendemos a gostar de certos sabores, é preciso primeiro compreender por que os rejeitamos inicialmente. Grande parte da explicação está na neofobia alimentar, que nada mais é do que o medo ou a resistência a experimentar alimentos novos. Embora na infância isso seja frequentemente interpretado como uma simples seletividade alimentar, do ponto de vista evolutivo trata-se de um sofisticado mecanismo de defesa.
...
Veja também
Reaquecer a mesma marmita várias vezes no micro-ondas tem um grande beneficiado: as bactérias
Isso é o que acontece com a sua pele quando você toma banho quente todos os dias
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.