Se você acha que o seu lixo desaparece com o tempo, a ciência tem um alerta: o achado inesperado de 1960 que cruzou o oceano para provar o contrário
Resíduos produzidos há mais de 50 anos reaparecem na costa escocesa após atravessarem o oceano, expondo a persistência do plástico natureza e sua decomposição que pode levar séculos
O plástico é um dos produtos criados pelo homem que mais demora a se decompor na natureza. Produzido em massa desde meados do século XX, pode levar mais de 400 anos para se degradar e, nesse intervalo, atravessar oceanos e fronteiras. Foi essa persistência que transformou uma ação comum de limpeza em um achado inesperado nas Ilhas Orkney, na Escócia.
Voluntários encontraram garrafas e fragmentos plásticos das décadas de 1960 e 1970, com indícios de origem no Canadá, espalhados pela praia de Howar Sands, na ilha de Sanday. O material, trazido pelo mar nas últimas semanas, surpreendeu tanto pela idade quanto pela quantidade, e especialistas apontam que condições climáticas incomuns, com ventos mais intensos e mudanças nas correntes, podem ter sido decisivas para que esse lixo reaparecesse na costa escocesa, há quilômetros de distância do Canadá.
Limpeza de rotina nas praias de Escócia revela centenas de garrafas antigas e mais de 300 mil fragmentos espalhados pela areia
Se deparar com lixo nas praias é uma realidade comum em todos os lugares do mundo, mesmo com a realização de limpeza frequente. Afinal, grande parte dos resíduos descartados em centros urbanos acaba sendo levada por rios, sistemas de drenagem e correntes marítimas até o oceano, onde pode circular por anos antes de atingir novamente a costa.
Em Sanday, quem percebeu que algo estava fora do normal foi David Warner, coordenador de mutirões de limpeza na região. Em 2025, ele havia recolhido 42 garrafas ...
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