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Oceanos atingem temperaturas próximas do recorde em março, alerta observatório europeu

Segundo o Copernicus, o valor ficou 0,1 °C abaixo do último recorde, estabelecido em março de 2024. As temperaturas oceânicas 'apontam para uma provável transição para condições de El Niño'

10 abr 2026 - 00h29
(atualizado às 00h31)
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A temperatura média dos oceanos atingiu níveis próximos aos recordes no último mês de março, indicando um provável retorno do fenômeno El Niño combinado com mudanças climáticas, anunciou, nesta sexta-feira, 10, o Observatório Europeu Copernicus.

Em março, sem contar com as regiões polares, a temperatura média da superfície do oceano foi de 20,97°C, valor 0,1 °C abaixo do último recorde estabelecido em março de 2024. O número continua a subir agora em abril, revela o painel de monitoramento em tempo real do observatório.

As temperaturas oceânicas "apontam para uma provável transição para condições de El Niño", de acordo com o Copernicus.

O boletim mensal do Copernicus alerta que, após os três anos mais quentes já registrados na Terra, o retorno do El Niño no segundo semestre de 2026 faz com que os climatologistas temam que a humanidade esteja caminhando para novas ondas de calor extremas.

Esse fenômeno cíclico corresponde ao aquecimento periódico e em larga escala das águas em uma parte do Pacífico, que tem um efeito dominó no clima global por vários meses. O último evento El Niño, ocorrido em 2023 e em 2024, fez desses anos os dois mais quentes já registrados.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) já estimou que o fenômeno pode retornar este ano, enquanto o fenômeno oposto, La Niña, associado a temperaturas mais frias, está perdendo força.

No início de março, a agência da ONU estimou uma probabilidade de 40% de ocorrência do El Niño antes de julho.

O aquecimento dos oceanos faz com que a água se expanda, elevando o nível do mar. Também intensifica as ondas de calor marinhas, enfraquecendo os recifes de coral e intensificando eventos climáticos extremos, como chuvas intensas e ciclones.

O mês também atingiu o quarto maior valor em termos de temperaturas globais da superfície, com 1,48°C acima dos valores estimados para o período pré-industrial (1850-1900), antes da queima massiva de carvão, petróleo e gás provocar um aquecimento climático duradouro.

O satélite Copernicus também apontou que a extensão do gelo marinho no Ártico atingiu o nível mais baixo já registrado neste inverno (estação local), semelhante ao recorde do ano passado. /AFP

Estadão
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