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Qual o jeito correto de descartar embalagem e preservativo?

Saiba como fazer o descarte correto após o uso do preservativo, segundo especialistas

3 jun 2024 - 05h00
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Saiba como fazer o descarte correto após o uso do preservativo, segundo especialistas
Saiba como fazer o descarte correto após o uso do preservativo, segundo especialistas
Foto: Imagem ilustrativa/Unsplash

O descarte correto de preservativos é fundamental para a saúde pública e o meio ambiente. Apesar de ser importante jogar no lixo de forma correta, não há ainda um meio sustentável de fazê-lo, já que o látex das camisinhas pode levar até 600 anos para se decompor na natureza.

Especialistas em reciclagem ouvidos pelo Terra afirmam que os preservativos acabam se tornando rejeito, após usados. Isso significa que o material pode acabar indo para lixões ou aterros.

Para esses especialistas, o que vale é as empresas pensarem em materiais de mais rápida decomposição, já que os preservativos precisam ser jogados no lixo. O plástico misturado ao metal da embalagem dificulta a reciclagem, mas é a única parte que pode ser reaproveitada de alguma forma.

Como jogar fora a camisinha?

O mais recomendado é que os preservativos sejam descartados no lixo do banheiro. Após usar, dê um nó, como se fosse uma bexiga, para evitar que o conteúdo escape, e descarte no lixo. Você pode também enrolar a camisinha no papel higiênico, se quiser ser mais discreto.

Vale lembrar que, em hipótese nenhuma, o preservativo deve ser jogado dentro do vaso sanitário. Isso pode causar um severo entupimento do encanamento.

E a embalagem? É reciclável?

Segundo Saville Alves, sócia e líder de negócios da SOLOS, empresa de reciclagem de Salvador, na Bahia, os preservativos são comercializados em embalagens multicamadas, que são compostas por mais de um tipo de material.

“Neste caso, três tipos de plásticos e uma camada de alumínio, parecido com as embalagens de salgadinhos, biscoitos e chocolates. Isso torna mais difícil o processo de reciclagem, por não termos tecnologias suficientes para fazer a separação. As poucas cooperativas que atuam com este tipo de material acabam ficando concentradas no sudeste, onde existem alguns programas pilotos focados na recuperação desse tipo de material”, explica.

Alves diz que o principal desafio é fazer a separação do material metálico do plástico. Depois, o material precisa ficar armazenado por muito tempo para que o peso se torne suficiente para a venda, já que é muito leve.

“Hoje não há rentabilidade associada à reciclagem deste material, agora, é importante entender quais outros materiais poderiam ser utilizados, garantindo a segurança e durabilidade do produto, e que também possa ter índices melhores de reciclabilidade”, defende.

Fonte: Redação Terra
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