Marina divulga balanço e cita que 2026 pode ter menor taxa histórica de desmatamento na Amazônia
Trata-se do quarto ano consecutivo de queda no desmatamento na Amazônia, segundo dados do Inpe
BRASÍLIA - Dados de desmatamento na Amazônia indicam uma queda de 35% entre agosto de 2025 e janeiro deste ano. Diante do cenário, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, estima que 2026 pode registrar o menor índice de desmate desde 1988, quando começou a série histórica.
O governo divulgou nesta quinta-feira, 12, os dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), vinculado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
De agosto do ano passado a janeiro de 2026 foram 1324 km² em alerta de desmatamento, abaixo dos 2050 km² registrados no mesmo período do ano anterior.
"Há uma expectativa de chegarmos, em 2026, à menor taxa de desmatamento da série histórica na Amazônia se continuarmos com esses esforços", afirmou a ministra Marina Silva, na entrevista coletiva concedida durante a divulgação dos dados.
A ministra também mencionou os dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), que é o dado consolidado do desmatamento, anunciado anualmente.
Em outubro, esse balanço mostrou que o desmatamento na Amazônia caiu 11,08% em 2025 em comparação a 2024. Ao todo, 5.796 km2 foram desmatados no ano passado, ante 6.518 km2 desmatados em 2024.
Segundo a ministra, o Brasil reduziu em 50% o desmatamento na Amazônia em 2025 em relação a 2022, considerando os dados do Prodes. Quando analisado o País como um todo, o desmatamento caiu 32% nesse período, afirmou.
"O desmatamento caiu e o agronegócio continua crescendo em uma média de 17%. Abrimos cerca de 500 novos mercados para a agricultura, fechamos acordo Mercosul-União Europeia, numa demonstração de que políticas públicas bem desenhadas dão bons resultados", afirmou
A queda registrada nos números
Trata-se do quarto ano consecutivo de queda no desmatamento. Em 2021, foram 13.038 km² desmatados na Amazônia, o maior valor dos últimos anos. Desde então, o desflorestamento vem em queda gradual.
O desmatamento no Cerrado também caiu no ano passado. A redução foi de 11,49% em relação a 2024, com 7.235 km2 desmatados. Neste caso, foi a segunda queda consecutiva após quatro anos de alta.