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Países ameaçam bloquear projeto de acordo na COP-30, diz agência

Carta foi enviada à presidência brasileira pela delegação colombiana. As informações são da AFP

20 nov 2025 - 23h52
(atualizado em 21/11/2025 às 00h05)
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Trinta países consideraram insuficiente a minuta de acordo apresentada pela presidência brasileira da COP-30 na quinta-feira, 20. Eles pedem que o documento inclua um roteiro para a eliminação gradual dos combustíveis fósseis, segundo carta divulgada pela delegação colombiana. As informações são da AFP.

A versão mais recente da minuta não menciona combustíveis fósseis.

"Estamos profundamente preocupados com a atual proposta do tipo 'pegar ou largar'", escreveram Colômbia, França, Reino Unido, Alemanha e outros países em uma carta fornecida pela Colômbia em Belém e analisada pela agência. França e Bélgica confirmaram suas assinaturas na carta.

A COP-30 se encerra nesta sexta-feira, 21.
A COP-30 se encerra nesta sexta-feira, 21.
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

"Devemos honestidade a vocês: em sua forma atual, a proposta não atende às condições mínimas para um resultado crível nesta COP", continuaram os países.

"Não podemos apoiar um texto que não inclua um roteiro para uma transição justa, ordenada e equitativa para longe dos combustíveis fósseis", declararam na véspera do encerramento oficial da COP-30.

O diplomata André Correa do Lago, presidente da conferência, está sob pressão dos quase 200 países reunidos em Belém desde a semana passada para elaborar um texto capaz de alcançar consenso de acordo com as regras da COP.

A produção de petróleo, carvão e gás, em grande parte responsável pelo aquecimento global, voltou ao centro do debate em Belém, apesar do tema parecer improvável de ser retomado após sua menção inicial na COP-28 em Dubai, há dois anos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, defendeu um "roteiro" para acelerar a transição desde o início do encontro. No entanto, de acordo com um negociador anônimo, China, Índia, Arábia Saudita, Nigéria e Rússia rejeitaram categoricamente a proposta. /AFP

Estadão
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