Cabeça de babuíno e bile de urso são apreendidas pelo Ibama no Aeroporto de Guarulhos; veja lista
Partes de animais mortos chegaram ilegalmente na bagagem de estrangeiros e apresentavam alto potencial de introdução de doenças no País
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu nesta terça-feira, 19, uma série de partes de animais mortos no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP). Eles entraram no País ilegalmente, na bagagem de estrangeiros, e "possuem alto potencial de introdução de doenças no Brasil pelo estado in natura e sem documentação de origem", segundo o Ibama.
Entre os materiais encontrados nas bagagens confiscadas estavam uma cabeça de babuíno e frascos com bile de urso - ambas espécies protegidas pela Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Selvagens (Cites) -, além de ratos empalados e cabeças de aves diversas. A maioria deles é proveniente da África.
Mancha de poluição do Rio Tietê praticamente dobra de extensão em 2 anosOutros 15 kg de bexigas natatórias de espécies não identificadas e materiais de artesanato feitos com peças de animais silvestres também foram interceptados pelos agentes em remessas postais internacionais que iriam para os Estados Unidos, França e Espanha.
Nos adornos dos materiais de artesanato, havia fragmentos de carapaças de quelônios, crânios de jacaré, aves de rapina, rabo de raia, corais, penas de araras e papagaios e dentes de onça, jacaré e cateto. Todos os materiais foram apreendidos e os remetentes, autuados.
"As apreensões destacam a importância da fiscalização rigorosa para a proteção da biodiversidade e da saúde pública da sociedade brasileira" destacou o Ibama.
Ao todo, foram apreendidos só nesta terça-feira:
- Cabeça de banuíno;
- Bile de urso;
- Ratos empalados;
- Cabeças de aves diversas;
- Peixes ornamentais de diversas espécies;
- Bexigas natatórias;
- Carapaças de quelônios;
- Crânios de jacaré;
- Aves de rapina;
- Rabo de raia;
- Corais;
- Penas de araras;
- Penas de papagaios;
- Dentes de onça;
- Dentes de jacaré;
- Dentes de cateto.
A operação foi realizada em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e com a Receita Federal do Brasil (RFB).